Vantagens de ser homem único

Acho que a Liberdade que o homem tem, não existe a cobrança de Pudor que infelizmente as mulheres acabam sofrendo muito na sociedade machista. Homem que pega várias mulheres é o Fodão, o Bam Bam Bam já mulher que usufrui da sua liberdade sexual acaba levando nome de P u t a, de vagabunda etc... Mais Vantagens de Ser Homem ... de ser homem, podemos mostrar também que conseguimos ser até mulheres melhores que elas mesmas. Então tá aí, as vantagens de ser um travesti! ^^ ... do dia 17/11 que tão na página feitos pela Isis. Sim, esse é o com mais comentários. E com menos também, é o único... 19 de novembro de 2008 21:05 ... A premissa pode não ser nova, mas sua implementação é um espetáculo de um grande filme. É interessante que esse As Vantagens de Ser Invisível Filme pode ser um dos raros que logo se pode determinar que o autor da obra original não é apenas responsável pela direção, mas também por adaptar o roteiro simultaneamente. Na noite do dia 23 de abril de 2013, estive com o Saulo na Livraria Cultura de Fortaleza, acompanhando a palestra 'As Vantagens de ser Tony Stark', em virtude do Lançamento do filme Homem de Ferro 3. Gênio, bilionário, playboy, filantropo. Tudo isso com a armadura mais incrível inventada no universo das HQs. Engraçado que pelo meio do filme não pude deixar de pensar que o roteirista deveria ser homem. Ao verificar se essa crença era verdade, deparei-me com o fato já citado, de o autor do livro, roteiro e diretor ser a mesma pessoa (e homem). É fácil perceber isso porque o único personagem bem desenvolvido é Charlie. Mesmo quando ele rompe seu relacionamento e se vê, pela primeira vez, sozinho e distante do único homem a quem amou, vivendo a dor da separação, ele parece consciente de toda sua potencialidade. Vemos nesse ponto da trama como ele pratica a resiliência, construindo uma nova história de vida, a partir da superação do sofrimento.

Mourão: Entre Churchill e Pétain.

2020.08.12 02:31 GuilhermeSPD Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Da esquerda para direita: Philippe Pétain, Hamilton Mourão e Winston Churchill.
A história militar, não só brasileira mas também mundial está repleta de exemplos de traidores nacionais saídos das fileiras de suas forças armadas. No Brasil, temos os casos de Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, dois oficiais do Exército Brasileiro que preferiram aderir aos interesses revolucionários de nações comunistas internacionais (sendo a maior expoente, na época, a União Soviética), abandonando as fileiras das forças de defesa dos países que juraram proteger com a própria vida se preciso fosse.
Hoje sabemos que existe no mundo um consórcio maligno formado por forças globalistas e meta-capitalistas, unidas a um partido comunista que domina há 70 anos com mão de ferro e total controle social a maior nação asiática. Está cada vez mais claro que este consórcio tem como um de seus principais objetivos a supressão de todos nossos direitos mais essenciais, especialmente a liberdade de pensamento e expressão, o direito de ir e vir, e os direitos religiosos.
Ao analisar este cenário geopolítico atual é impossível não fazer um paralelo com o mundo do final da década de 30 do século passado, que se encontrava sob uma ameaça tão terrível quanto a que estamos vivendo hoje. Naqueles tempos, o mundo assistia assombrado um partido totalitário de cunho nacional-socialista dominar a nação mais bem-sucedida da Europa e espalhar a opressão e o terror entre a sua própria população, enquanto começava a estender suas garras sobre os países vizinhos.
Após Hitler invadir e anexar aos seus domínios a Áustria e os Sudetos (região da extinta Tchecoeslováquia), os povos dos demais países europeus atingiram um nível de preocupação e tensão elevadíssimo, mas ainda assim, nenhuma nação ousou reagir aos crimes cometidos pelo regime nazista. Este fato nos remete à displicência das nações mundiais diante dos absurdos cometidos pelo regime ditatorial da nação oriental que atualmente avança sobre o mundo. Pois é, qualquer semelhança não é mera coincidência.
Naquele momento, a reação do mundo livre tardou, mas finalmente aconteceu. Após a invasão de mais um país, desta vez a Polônia, o regime nazista recebeu a declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França, enquanto os demais países europeus insistiam em uma neutralidade desconfiada. O fato é que a Alemanha nazista havia se transformado em uma gigantesca máquina de guerra, com sua fama alimentada por um bem elaborado plano de propaganda que incluía produções audiovisuais de um certo grau de qualidade, algo até então inédito.
Neste contexto, as demais nações se sentiam acuadas, intimidadas perante a auto aclamada superioridade nazista, e assim sendo, preferiram assumir uma postura de neutralidade acreditando que estariam livres dos tentáculos da máquina de guerra germânica. Um erro crasso. E causa espanto que ainda hoje certas nações ao redor do mundo ainda optem por este tipo de ação perante um regime ditatorial que está de pé e a cada dia que passa dá amostras de não ter limites para seu apetite de dominação.
Voltando à Segunda Guerra Mundial, a essa altura oficialmente declarada, o início dos combates foi extremamente desolador para as nações aliadas. As tropas britânicas sofreram grandes derrotas, e só não foram completamente deflagradas graças ao episódio conhecido como “o milagre de Dunquerque”. Para quem tiver interesse em saber mais sobre este momento crucial da guerra recomendo o excelente filme “Dunquerque” de Christopher Nolan.
A situação da França foi ainda mais desoladora, com os alemães invadindo o território francês e impondo uma derrota avassaladora, além de termos de rendição humilhantes. Neles ficou definido que o país seria repartido e o regime nazista dominaria 2/3 dos territórios franceses enquanto o terço mais ao sul ficaria sob domínio de uma administração fantoche com sede na cidade de Vichy.
Esse arranjo só foi possível graças a complacência de alguns figurões da política francesa, liderados por uma das personagens que fazem parte da trinca de militares que estão sendo analisadas neste artigo, seu nome era Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, ou somente Marechal Pétain. Pétain foi um herói na Primeira Guerra Mundial, tendo sido decisivo nas batalhas finais ocorridas em solo francês e que fizeram a balança pender a favor da tríplice aliança. Por sua atuação ficou conhecido como o Leão de Verdun.
Hoje seu nome é sinônimo de infâmia, traição e colaboracionismo com o inimigo. O marechal foi designado chefe de estado da França com a missão de obter um acordo de paz com os invasores nazistas, o que fez com muito gosto. Pétain ficou tão satisfeito com o jugo nazista sobre seu povo que impôs ao estado fantoche francês leis antissemitas ainda mais terríveis do que as que a própria Alemanha havia criado.
Até a liberação da França pelas forças aliadas em 1944, estima-se que o regime do traidor Pétain tenha deportado cerca de 75 mil judeus para campos de concentração nazistas, de onde menos de 2 mil conseguiram sair com vida. Ao fim da guerra, o chefe de estado foi julgado e condenado à pena de morte por seus crimes, tendo sua pena substituída por prisão perpétua devido a sua idade avançada e sua condição de herói da primeira guerra. Entretanto, os demais condenados por colaborar com o inimigo não tiveram a mesma sorte que o marechal e pagaram com a vida pelos crimes cometidos.
Enquanto a França lidou a maior parte da guerra com a desonra e humilhação de ter os alemães dominando seu país por meio de suas tropas ou de seus fantoches, o Reino Unido adotou uma postura completamente oposta. Após o episódio de Dunquerque, o Reino Unido se viu na obrigação de reestruturar suas defesas contra os nazistas, que por sua vez pretendiam usar o território do norte francês, que devido à sua proximidade ao território britânico, seria a base avançada no objetivo de invadir a ilha.
Recém-nomeado primeiro-ministro britânico, um pouco antes da batalha de Dunquerque, Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, outro de nossas três personagens, decidiu então direcionar todos os esforços nacionais para organizar as forças armadas e a população do Reino Unido a resistir aos ataques nazistas e em seguida conseguir derrotar o poderoso inimigo.
É curioso que Churchill tenha sido alçado ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, uma vez que, poucos meses antes do início oficial da guerra, o ex-tenente coronel fora chamado de belicista, radical e extremista por políticos e a parte liberal (leia-se esquerdista) da imprensa britânica. Na verdade, hoje sabemos que Churchill foi um dos únicos a perceber e denunciar a ameaça que representava os projetos de domínio global da Alemanha Nazista na época. Mais uma vez, podemos fazer um paralelo com o momento que vivemos atualmente.
Hoje, toda voz que se levanta para denunciar os planos de dominação mundial do regime ditatorial comunista que vem da Ásia, é acusado de extremista, racista, fascista e todo tipo de “ista” possível. Quando não, é um paranóico, adepto de teorias da conspiração. Churchill hoje seria considerado um louco, belicista e paranóico? Certamente que sim. Como diz o guru dos comunistas, Marx: A história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa.
Mas como diz a sabedoria popular, Deus escreve certo por linhas tortas. O homem que fora tão insultado dentro do seu próprio país foi o responsável por tirá-lo da beira da dominação nazista. A custa de muito “sangue, sofrimento, lágrimas e suor”, liderou a reviravolta nos campos de batalhas que levariam as nações aliadas a destruir o III Reich e restaurar a liberdade na maior parte dos países europeus, salvo aqueles que a partir de então passariam a ser assediados pelo leviatã soviético. Mas isso é assunto para outro texto.
Churchill já era um homem aclamado em seu país, também era um herói de guerra e possuía uma ficha de brilhantes serviços prestados a sua nação. Com seus feitos históricos liderando os países livres na Segunda Guerra Mundial alcançou um status de herói nacional. Uma verdadeira lenda em todo o mundo. Em 2002, em votação promovida pela BBC, foi eleito o maior britânico de todos os tempos.
Diferente de seu colega Pétain, que foi da glória a infâmia, Churchill foi um homem que soube entender o zeitgeist da primeira metade do século XX e ainda hoje é uma referência para os amantes da liberdade e patriotas em todas as partes do mundo.
Por isso, para surpresa de zero pessoas, começamos a ver movimentos como o realizado pelo presidente globalista francês Emmanuel Macron, que fez um esforço para reabilitar o nome de Pétain em 2018, ano em que se comemorou os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Por este fato, o atual presidente francês sofreu duras críticas dentro do próprio país.
E mais recentemente, vimos neste ano de 2020, grupos antifas querendo derrubar uma estátua de Churchill em Londres. Sim, ele mesmo. O homem que livrou a Europa do nazismo e do fascimo se tornou alvo dos terroristas que vestem camisas pretas e levantam os punhos.
Então, com toda esta história recente, recheada de exemplos de figuras militares e estadistas que optaram por caminhos diametralmente opostos nos momentos em que suas pátrias mais necessitaram, nos causa estranheza ao ver um general do Exército Brasileiro e atual vice-presidente da república como o senhor Antônio Hamilton Martins Mourão, vir a público por diversas vezes defender interesses de empresas de telecomunicações que, além de estrangeiras, também se encontram em posição de subordinação ao partido que comanda o seu país de origem.
Mourão também é possuidor de uma extensa ficha de serviços prestados a pátria e detentor de grande prestígio junto a população desde que passou a ter uma voz alinhada aos anseios da população em oposição aos governos petistas que assolaram o Brasil de 2002 até 2016. Com suas falas críticas em relação as sandices petistas, o nome do general ganhou apelo político a ponto de ter se tornado o vice-presidente na chapa patriota comandada por Bolsonaro.
Não restam dúvidas que Mourão teve um passado glorioso como militar, assim como os mencionados Pétain e Churchill. A grande questão é: Mourão, como liderança política, vai optar por ser um traidor ou herói? Como general de 4 estrelas das forças terrestres, podemos cogitar que o vice-presidente tenha estudado a biografia dos grandes líderes militares das maiores potências mundiais.
E se Mourão conhece a história dos mandatários francês e britânico devemos nos preocupar quando o próprio exalta a gigante da tecnologia oriental? Ainda mais quando esta mesma empresa é acusada de roubo de informações e espionagem pelas principais agências de inteligência do mundo? E por qual motivo Mourão está tão envolvido neste assunto sendo que não é a ele que cabe as decisões nesta área de telecomunicações?
O fato é que, aos brasileiros comuns sem altos cargos públicos e acesso a informações sensíveis à nação, nos causa muito espanto ver um Mourão completamente a vontade em defender as vantagens da empresa do país do dragão e considerar a participação desta fundamental nos leilões da quinta geração de comunicações, em detrimento das outras concorrentes, sobre as quais o vice-presidente não dá sequer uma palavra de incentivo.
Estaria o general da reserva atuando como lobista desta empresa? Ou seria ele um profundo conhecedor das estratégias de contrainformação contidas na obra “A Arte da Guerra”, do chinês Sun Tzu, e estaria então fazendo o famoso jogo de cena? Por via das dúvidas deixaria aqui uma sugestão ao Sr. Hamilton Mourão: Releia as biografias de Pétain e Churchill, e não escolha o exemplo errado a seguir.
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2020.08.12 02:03 GuilhermeSPD Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Mourão: Entre Churchill e Pétain.

Da esquerda para direita: Philippe Pétain, Hamilton Mourão e Winston Churchill.
A história militar, não só brasileira mas também mundial está repleta de exemplos de traidores nacionais saídos das fileiras de suas forças armadas. No Brasil, temos os casos de Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, dois oficiais do Exército Brasileiro que preferiram aderir aos interesses revolucionários de nações comunistas internacionais (sendo a maior expoente, na época, a União Soviética), abandonando as fileiras das forças de defesa dos países que juraram proteger com a própria vida se preciso fosse.
Hoje sabemos que existe no mundo um consórcio maligno formado por forças globalistas e meta-capitalistas, unidas a um partido comunista que domina há 70 anos com mão de ferro e total controle social a maior nação asiática. Está cada vez mais claro que este consórcio tem como um de seus principais objetivos a supressão de todos nossos direitos mais essenciais, especialmente a liberdade de pensamento e expressão, o direito de ir e vir, e os direitos religiosos.
Ao analisar este cenário geopolítico atual é impossível não fazer um paralelo com o mundo do final da década de 30 do século passado, que se encontrava sob uma ameaça tão terrível quanto a que estamos vivendo hoje. Naqueles tempos, o mundo assistia assombrado um partido totalitário de cunho nacional-socialista dominar a nação mais bem-sucedida da Europa e espalhar a opressão e o terror entre a sua própria população, enquanto começava a estender suas garras sobre os países vizinhos.
Após Hitler invadir e anexar aos seus domínios a Áustria e os Sudetos (região da extinta Tchecoeslováquia), os povos dos demais países europeus atingiram um nível de preocupação e tensão elevadíssimo, mas ainda assim, nenhuma nação ousou reagir aos crimes cometidos pelo regime nazista. Este fato nos remete à displicência das nações mundiais diante dos absurdos cometidos pelo regime ditatorial da nação oriental que atualmente avança sobre o mundo. Pois é, qualquer semelhança não é mera coincidência.
Naquele momento, a reação do mundo livre tardou, mas finalmente aconteceu. Após a invasão de mais um país, desta vez a Polônia, o regime nazista recebeu a declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França, enquanto os demais países europeus insistiam em uma neutralidade desconfiada. O fato é que a Alemanha nazista havia se transformado em uma gigantesca máquina de guerra, com sua fama alimentada por um bem elaborado plano de propaganda que incluía produções audiovisuais de um certo grau de qualidade, algo até então inédito.
Neste contexto, as demais nações se sentiam acuadas, intimidadas perante a auto aclamada superioridade nazista, e assim sendo, preferiram assumir uma postura de neutralidade acreditando que estariam livres dos tentáculos da máquina de guerra germânica. Um erro crasso. E causa espanto que ainda hoje certas nações ao redor do mundo ainda optem por este tipo de ação perante um regime ditatorial que está de pé e a cada dia que passa dá amostras de não ter limites para seu apetite de dominação.
Voltando à Segunda Guerra Mundial, a essa altura oficialmente declarada, o início dos combates foi extremamente desolador para as nações aliadas. As tropas britânicas sofreram grandes derrotas, e só não foram completamente deflagradas graças ao episódio conhecido como “o milagre de Dunquerque”. Para quem tiver interesse em saber mais sobre este momento crucial da guerra recomendo o excelente filme “Dunquerque” de Christopher Nolan.
A situação da França foi ainda mais desoladora, com os alemães invadindo o território francês e impondo uma derrota avassaladora, além de termos de rendição humilhantes. Neles ficou definido que o país seria repartido e o regime nazista dominaria 2/3 dos territórios franceses enquanto o terço mais ao sul ficaria sob domínio de uma administração fantoche com sede na cidade de Vichy.
Esse arranjo só foi possível graças a complacência de alguns figurões da política francesa, liderados por uma das personagens que fazem parte da trinca de militares que estão sendo analisadas neste artigo, seu nome era Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, ou somente Marechal Pétain. Pétain foi um herói na Primeira Guerra Mundial, tendo sido decisivo nas batalhas finais ocorridas em solo francês e que fizeram a balança pender a favor da tríplice aliança. Por sua atuação ficou conhecido como o Leão de Verdun.
Hoje seu nome é sinônimo de infâmia, traição e colaboracionismo com o inimigo. O marechal foi designado chefe de estado da França com a missão de obter um acordo de paz com os invasores nazistas, o que fez com muito gosto. Pétain ficou tão satisfeito com o jugo nazista sobre seu povo que impôs ao estado fantoche francês leis antissemitas ainda mais terríveis do que as que a própria Alemanha havia criado.
Até a liberação da França pelas forças aliadas em 1944, estima-se que o regime do traidor Pétain tenha deportado cerca de 75 mil judeus para campos de concentração nazistas, de onde menos de 2 mil conseguiram sair com vida. Ao fim da guerra, o chefe de estado foi julgado e condenado à pena de morte por seus crimes, tendo sua pena substituída por prisão perpétua devido a sua idade avançada e sua condição de herói da primeira guerra. Entretanto, os demais condenados por colaborar com o inimigo não tiveram a mesma sorte que o marechal e pagaram com a vida pelos crimes cometidos.
Enquanto a França lidou a maior parte da guerra com a desonra e humilhação de ter os alemães dominando seu país por meio de suas tropas ou de seus fantoches, o Reino Unido adotou uma postura completamente oposta. Após o episódio de Dunquerque, o Reino Unido se viu na obrigação de reestruturar suas defesas contra os nazistas, que por sua vez pretendiam usar o território do norte francês, que devido à sua proximidade ao território britânico, seria a base avançada no objetivo de invadir a ilha.
Recém-nomeado primeiro-ministro britânico, um pouco antes da batalha de Dunquerque, Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, outro de nossas três personagens, decidiu então direcionar todos os esforços nacionais para organizar as forças armadas e a população do Reino Unido a resistir aos ataques nazistas e em seguida conseguir derrotar o poderoso inimigo.
É curioso que Churchill tenha sido alçado ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, uma vez que, poucos meses antes do início oficial da guerra, o ex-tenente coronel fora chamado de belicista, radical e extremista por políticos e a parte liberal (leia-se esquerdista) da imprensa britânica. Na verdade, hoje sabemos que Churchill foi um dos únicos a perceber e denunciar a ameaça que representava os projetos de domínio global da Alemanha Nazista na época. Mais uma vez, podemos fazer um paralelo com o momento que vivemos atualmente.
Hoje, toda voz que se levanta para denunciar os planos de dominação mundial do regime ditatorial comunista que vem da Ásia, é acusado de extremista, racista, fascista e todo tipo de “ista” possível. Quando não, é um paranóico, adepto de teorias da conspiração. Churchill hoje seria considerado um louco, belicista e paranóico? Certamente que sim. Como diz o guru dos comunistas, Marx: A história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa.
Mas como diz a sabedoria popular, Deus escreve certo por linhas tortas. O homem que fora tão insultado dentro do seu próprio país foi o responsável por tirá-lo da beira da dominação nazista. A custa de muito “sangue, sofrimento, lágrimas e suor”, liderou a reviravolta nos campos de batalhas que levariam as nações aliadas a destruir o III Reich e restaurar a liberdade na maior parte dos países europeus, salvo aqueles que a partir de então passariam a ser assediados pelo leviatã soviético. Mas isso é assunto para outro texto.
Churchill já era um homem aclamado em seu país, também era um herói de guerra e possuía uma ficha de brilhantes serviços prestados a sua nação. Com seus feitos históricos liderando os países livres na Segunda Guerra Mundial alcançou um status de herói nacional. Uma verdadeira lenda em todo o mundo. Em 2002, em votação promovida pela BBC, foi eleito o maior britânico de todos os tempos.
Diferente de seu colega Pétain, que foi da glória a infâmia, Churchill foi um homem que soube entender o zeitgeist da primeira metade do século XX e ainda hoje é uma referência para os amantes da liberdade e patriotas em todas as partes do mundo.
Por isso, para surpresa de zero pessoas, começamos a ver movimentos como o realizado pelo presidente globalista francês Emmanuel Macron, que fez um esforço para reabilitar o nome de Pétain em 2018, ano em que se comemorou os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Por este fato, o atual presidente francês sofreu duras críticas dentro do próprio país.
E mais recentemente, vimos neste ano de 2020, grupos antifas querendo derrubar uma estátua de Churchill em Londres. Sim, ele mesmo. O homem que livrou a Europa do nazismo e do fascimo se tornou alvo dos terroristas que vestem camisas pretas e levantam os punhos.
Então, com toda esta história recente, recheada de exemplos de figuras militares e estadistas que optaram por caminhos diametralmente opostos nos momentos em que suas pátrias mais necessitaram, nos causa estranheza ao ver um general do Exército Brasileiro e atual vice-presidente da república como o senhor Antônio Hamilton Martins Mourão, vir a público por diversas vezes defender interesses de empresas de telecomunicações que, além de estrangeiras, também se encontram em posição de subordinação ao partido que comanda o seu país de origem.
Mourão também é possuidor de uma extensa ficha de serviços prestados a pátria e detentor de grande prestígio junto a população desde que passou a ter uma voz alinhada aos anseios da população em oposição aos governos petistas que assolaram o Brasil de 2002 até 2016. Com suas falas críticas em relação as sandices petistas, o nome do general ganhou apelo político a ponto de ter se tornado o vice-presidente na chapa patriota comandada por Bolsonaro.
Não restam dúvidas que Mourão teve um passado glorioso como militar, assim como os mencionados Pétain e Churchill. A grande questão é: Mourão, como liderança política, vai optar por ser um traidor ou herói? Como general de 4 estrelas das forças terrestres, podemos cogitar que o vice-presidente tenha estudado a biografia dos grandes líderes militares das maiores potências mundiais.
E se Mourão conhece a história dos mandatários francês e britânico devemos nos preocupar quando o próprio exalta a gigante da tecnologia oriental? Ainda mais quando esta mesma empresa é acusada de roubo de informações e espionagem pelas principais agências de inteligência do mundo? E por qual motivo Mourão está tão envolvido neste assunto sendo que não é a ele que cabe as decisões nesta área de telecomunicações?
O fato é que, aos brasileiros comuns sem altos cargos públicos e acesso a informações sensíveis à nação, nos causa muito espanto ver um Mourão completamente a vontade em defender as vantagens da empresa do país do dragão e considerar a participação desta fundamental nos leilões da quinta geração de comunicações, em detrimento das outras concorrentes, sobre as quais o vice-presidente não dá sequer uma palavra de incentivo.
Estaria o general da reserva atuando como lobista desta empresa? Ou seria ele um profundo conhecedor das estratégias de contrainformação contidas na obra “A Arte da Guerra”, do chinês Sun Tzu, e estaria então fazendo o famoso jogo de cena? Por via das dúvidas deixaria aqui uma sugestão ao Sr. Hamilton Mourão: Releia as biografias de Pétain e Churchill, e não escolha o exemplo errado a seguir.
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2020.08.12 01:56 GuilhermeSPD Mourão: Entre Churchill e Pétain.


Da esquerda para direita: Philippe Pétain, Hamilton Mourão e Winston Churchill.
A história militar, não só brasileira mas também mundial está repleta de exemplos de traidores nacionais saídos das fileiras de suas forças armadas. No Brasil, temos os casos de Luiz Carlos Prestes e Carlos Lamarca, dois oficiais do Exército Brasileiro que preferiram aderir aos interesses revolucionários de nações comunistas internacionais (sendo a maior expoente, na época, a União Soviética), abandonando as fileiras das forças de defesa dos países que juraram proteger com a própria vida se preciso fosse.
Hoje sabemos que existe no mundo um consórcio maligno formado por forças globalistas e meta-capitalistas, unidas a um partido comunista que domina há 70 anos com mão de ferro e total controle social a maior nação asiática. Está cada vez mais claro que este consórcio tem como um de seus principais objetivos a supressão de todos nossos direitos mais essenciais, especialmente a liberdade de pensamento e expressão, o direito de ir e vir, e os direitos religiosos.
Ao analisar este cenário geopolítico atual é impossível não fazer um paralelo com o mundo do final da década de 30 do século passado, que se encontrava sob uma ameaça tão terrível quanto a que estamos vivendo hoje. Naqueles tempos, o mundo assistia assombrado um partido totalitário de cunho nacional-socialista dominar a nação mais bem-sucedida da Europa e espalhar a opressão e o terror entre a sua própria população, enquanto começava a estender suas garras sobre os países vizinhos.
Após Hitler invadir e anexar aos seus domínios a Áustria e os Sudetos (região da extinta Tchecoeslováquia), os povos dos demais países europeus atingiram um nível de preocupação e tensão elevadíssimo, mas ainda assim, nenhuma nação ousou reagir aos crimes cometidos pelo regime nazista. Este fato nos remete à displicência das nações mundiais diante dos absurdos cometidos pelo regime ditatorial da nação oriental que atualmente avança sobre o mundo. Pois é, qualquer semelhança não é mera coincidência.
Naquele momento, a reação do mundo livre tardou, mas finalmente aconteceu. Após a invasão de mais um país, desta vez a Polônia, o regime nazista recebeu a declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França, enquanto os demais países europeus insistiam em uma neutralidade desconfiada. O fato é que a Alemanha nazista havia se transformado em uma gigantesca máquina de guerra, com sua fama alimentada por um bem elaborado plano de propaganda que incluía produções audiovisuais de um certo grau de qualidade, algo até então inédito.
Neste contexto, as demais nações se sentiam acuadas, intimidadas perante a auto aclamada superioridade nazista, e assim sendo, preferiram assumir uma postura de neutralidade acreditando que estariam livres dos tentáculos da máquina de guerra germânica. Um erro crasso. E causa espanto que ainda hoje certas nações ao redor do mundo ainda optem por este tipo de ação perante um regime ditatorial que está de pé e a cada dia que passa dá amostras de não ter limites para seu apetite de dominação.
Voltando à Segunda Guerra Mundial, a essa altura oficialmente declarada, o início dos combates foi extremamente desolador para as nações aliadas. As tropas britânicas sofreram grandes derrotas, e só não foram completamente deflagradas graças ao episódio conhecido como “o milagre de Dunquerque”. Para quem tiver interesse em saber mais sobre este momento crucial da guerra recomendo o excelente filme “Dunquerque” de Christopher Nolan.
A situação da França foi ainda mais desoladora, com os alemães invadindo o território francês e impondo uma derrota avassaladora, além de termos de rendição humilhantes. Neles ficou definido que o país seria repartido e o regime nazista dominaria 2/3 dos territórios franceses enquanto o terço mais ao sul ficaria sob domínio de uma administração fantoche com sede na cidade de Vichy.
Esse arranjo só foi possível graças a complacência de alguns figurões da política francesa, liderados por uma das personagens que fazem parte da trinca de militares que estão sendo analisadas neste artigo, seu nome era Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, ou somente Marechal Pétain. Pétain foi um herói na Primeira Guerra Mundial, tendo sido decisivo nas batalhas finais ocorridas em solo francês e que fizeram a balança pender a favor da tríplice aliança. Por sua atuação ficou conhecido como o Leão de Verdun.
Hoje seu nome é sinônimo de infâmia, traição e colaboracionismo com o inimigo. O marechal foi designado chefe de estado da França com a missão de obter um acordo de paz com os invasores nazistas, o que fez com muito gosto. Pétain ficou tão satisfeito com o jugo nazista sobre seu povo que impôs ao estado fantoche francês leis antissemitas ainda mais terríveis do que as que a própria Alemanha havia criado.
Até a liberação da França pelas forças aliadas em 1944, estima-se que o regime do traidor Pétain tenha deportado cerca de 75 mil judeus para campos de concentração nazistas, de onde menos de 2 mil conseguiram sair com vida. Ao fim da guerra, o chefe de estado foi julgado e condenado à pena de morte por seus crimes, tendo sua pena substituída por prisão perpétua devido a sua idade avançada e sua condição de herói da primeira guerra. Entretanto, os demais condenados por colaborar com o inimigo não tiveram a mesma sorte que o marechal e pagaram com a vida pelos crimes cometidos.
Enquanto a França lidou a maior parte da guerra com a desonra e humilhação de ter os alemães dominando seu país por meio de suas tropas ou de seus fantoches, o Reino Unido adotou uma postura completamente oposta. Após o episódio de Dunquerque, o Reino Unido se viu na obrigação de reestruturar suas defesas contra os nazistas, que por sua vez pretendiam usar o território do norte francês, que devido à sua proximidade ao território britânico, seria a base avançada no objetivo de invadir a ilha.
Recém-nomeado primeiro-ministro britânico, um pouco antes da batalha de Dunquerque, Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, outro de nossas três personagens, decidiu então direcionar todos os esforços nacionais para organizar as forças armadas e a população do Reino Unido a resistir aos ataques nazistas e em seguida conseguir derrotar o poderoso inimigo.
É curioso que Churchill tenha sido alçado ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, uma vez que, poucos meses antes do início oficial da guerra, o ex-tenente coronel fora chamado de belicista, radical e extremista por políticos e a parte liberal (leia-se esquerdista) da imprensa britânica. Na verdade, hoje sabemos que Churchill foi um dos únicos a perceber e denunciar a ameaça que representava os projetos de domínio global da Alemanha Nazista na época. Mais uma vez, podemos fazer um paralelo com o momento que vivemos atualmente.
Hoje, toda voz que se levanta para denunciar os planos de dominação mundial do regime ditatorial comunista que vem da Ásia, é acusado de extremista, racista, fascista e todo tipo de “ista” possível. Quando não, é um paranóico, adepto de teorias da conspiração. Churchill hoje seria considerado um louco, belicista e paranóico? Certamente que sim. Como diz o guru dos comunistas, Marx: A história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa.
Mas como diz a sabedoria popular, Deus escreve certo por linhas tortas. O homem que fora tão insultado dentro do seu próprio país foi o responsável por tirá-lo da beira da dominação nazista. A custa de muito “sangue, sofrimento, lágrimas e suor”, liderou a reviravolta nos campos de batalhas que levariam as nações aliadas a destruir o III Reich e restaurar a liberdade na maior parte dos países europeus, salvo aqueles que a partir de então passariam a ser assediados pelo leviatã soviético. Mas isso é assunto para outro texto.
Churchill já era um homem aclamado em seu país, também era um herói de guerra e possuía uma ficha de brilhantes serviços prestados a sua nação. Com seus feitos históricos liderando os países livres na Segunda Guerra Mundial alcançou um status de herói nacional. Uma verdadeira lenda em todo o mundo. Em 2002, em votação promovida pela BBC, foi eleito o maior britânico de todos os tempos.
Diferente de seu colega Pétain, que foi da glória a infâmia, Churchill foi um homem que soube entender o zeitgeist da primeira metade do século XX e ainda hoje é uma referência para os amantes da liberdade e patriotas em todas as partes do mundo.
Por isso, para surpresa de zero pessoas, começamos a ver movimentos como o realizado pelo presidente globalista francês Emmanuel Macron, que fez um esforço para reabilitar o nome de Pétain em 2018, ano em que se comemorou os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Por este fato, o atual presidente francês sofreu duras críticas dentro do próprio país.
E mais recentemente, vimos neste ano de 2020, grupos antifas querendo derrubar uma estátua de Churchill em Londres. Sim, ele mesmo. O homem que livrou a Europa do nazismo e do fascimo se tornou alvo dos terroristas que vestem camisas pretas e levantam os punhos.
Então, com toda esta história recente, recheada de exemplos de figuras militares e estadistas que optaram por caminhos diametralmente opostos nos momentos em que suas pátrias mais necessitaram, nos causa estranheza ao ver um general do Exército Brasileiro e atual vice-presidente da república como o senhor Antônio Hamilton Martins Mourão, vir a público por diversas vezes defender interesses de empresas de telecomunicações que, além de estrangeiras, também se encontram em posição de subordinação ao partido que comanda o seu país de origem.
Mourão também é possuidor de uma extensa ficha de serviços prestados a pátria e detentor de grande prestígio junto a população desde que passou a ter uma voz alinhada aos anseios da população em oposição aos governos petistas que assolaram o Brasil de 2002 até 2016. Com suas falas críticas em relação as sandices petistas, o nome do general ganhou apelo político a ponto de ter se tornado o vice-presidente na chapa patriota comandada por Bolsonaro.
Não restam dúvidas que Mourão teve um passado glorioso como militar, assim como os mencionados Pétain e Churchill. A grande questão é: Mourão, como liderança política, vai optar por ser um traidor ou herói? Como general de 4 estrelas das forças terrestres, podemos cogitar que o vice-presidente tenha estudado a biografia dos grandes líderes militares das maiores potências mundiais.
E se Mourão conhece a história dos mandatários francês e britânico devemos nos preocupar quando o próprio exalta a gigante da tecnologia oriental? Ainda mais quando esta mesma empresa é acusada de roubo de informações e espionagem pelas principais agências de inteligência do mundo? E por qual motivo Mourão está tão envolvido neste assunto sendo que não é a ele que cabe as decisões nesta área de telecomunicações?
O fato é que, aos brasileiros comuns sem altos cargos públicos e acesso a informações sensíveis à nação, nos causa muito espanto ver um Mourão completamente a vontade em defender as vantagens da empresa do país do dragão e considerar a participação desta fundamental nos leilões da quinta geração de comunicações, em detrimento das outras concorrentes, sobre as quais o vice-presidente não dá sequer uma palavra de incentivo.
Estaria o general da reserva atuando como lobista desta empresa? Ou seria ele um profundo conhecedor das estratégias de contrainformação contidas na obra “A Arte da Guerra”, do chinês Sun Tzu, e estaria então fazendo o famoso jogo de cena? Por via das dúvidas deixaria aqui uma sugestão ao Sr. Hamilton Mourão: Releia as biografias de Pétain e Churchill, e não escolha o exemplo errado a seguir.
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2020.08.04 22:42 Mr_Libertarian Meia entrada, inteira estupidez, nenhuma vergonha

Por: Paulo Kogos
A legislação concernente ao “direito à meia-entrada” engloba uma quantidade desanimadora de projetos de lei, de medidas provisórias e de decretos-lei — um verdadeiro emaranhado jurídico. Trata de temas como emissão de carteiras estudantis, qualificação jurídica de estudante, definição dos tipos de estabelecimento e eventos que serão enquadrados. É a prova de que o estado, ao interferir nas trocas voluntárias das pessoas, gera erros que antes não existiam. Potencializa falhas que os legisladores insistem em remendar com leis adicionais, as quais geram novas falhas, sendo que bastava apenas revogar as anteriores. Defendo aqui a revogação da lei da meia-entrada.
Deparei-me com diversos sites de movimentos estudantis, e nele estão resumidos os sentimentos bárbaros que permeiam a mentalidade daqueles que aprovam essa determinação.
O primeiro argumento é o de que a meia-entrada é lei, como se algumas das maiores atrocidades da História não houvessem sido cometidas em nome das leis impostas pelos estados. Elas violam os direitos naturais dos indivíduos. Trata-se de legislação criminosa. É impossível concluir que há o dever de cumpri-la por meio de um argumento legal positivista. Ao contrário: há um dever moral de descumpri-la. Conforme lembra Thomas Jefferson, quando a injustiça se torna lei, a resistência se torna um dever. Uma solução bonita já praticada em alguns eventos é estender a meia-entrada a todos, afinal não há legislação que impeça isso. Basta dizer que o preço base é o dobro do preço praticado e não há nada que os legisladores possam fazer a respeito.
Outro bordão repetido constantemente é: “meia-entrada: um direito do estudante brasileiro”. Falácia. O estudante não possui direito à meia-entrada. Aliás, ele sequer possui o direito de entrar em um cinema ou teatro. Uma casa de espetáculos é propriedade privada do seu dono, assim como uma residência, plantação ou consultório médico. O uso econômico que o proprietário faz de seu imóvel não altera sua natureza privada e ele deve poder decidir quem nele entra. Ninguém tem o direito de entrar na residência de uma pessoa, e o mesmo vale para um cinema.
É possível, contudo, que o proprietário de um estabelecimento, ao buscar o lucro, firme um contrato com um indivíduo, permitindo que ele adentre o local mediante um pagamento. O dono do local tem o direito de exigir a quantia que quiser, e o consumidor decide se aceita ou não a oferta. O preço justo é aquele que resulta de um acordo voluntário entre as partes. Obrigar o empreendedor a adotar uma determinada política de preços é um ato de agressão. É uma violação do seu direito à propriedade privada, um direito negativo que impõe aos agentes externos a obrigatoriedade de não violá-lo. Direitos positivos tais como “direito à meia-entrada” impõe a terceiros uma obrigação de supri-los, conflitando com o direito negativo à propriedade. A lei deve proteger os direitos negativos apenas. Conforme nos explica Frédéric Bastiát em A Lei, um uso alternativo da legislação terá efeitos indesejáveis:
Quando a lei e a força mantém um homem dentro dos limites da justiça, elas o impõe nada mais que uma mera negação. Apenas o obrigam a se abster de causar dano. (…) Mas quando a lei, por intermédio de seu agente necessário – a força – impõe uma forma de trabalho, um método ou matéria de ensino, uma crença, uma adoração, ela não é mais negativa, ela age positivamente sobre os homens (…) Eles não mais terão necessidade de consultar, comparar ou prever; a lei faz tudo por eles. O intelecto se torna um fardo inútil; eles deixam de ser homens; eles perdem sua personalidade, sua liberdade, sua propriedade.
Há um órgão chamado Delegacia da Meia-Entrada, da UJE (União dos Jovens e Estudantes), cuja função é incitar estudantes a denunciar os estabelecimentos culturais e esportivos que não se adequarem à legislação da meia- entrada. Uma sirene de polícia serve como vinheta para o vídeo institucional do órgão. O empreendedor é visto como um inimigo em potencial, senão como um criminoso, sendo que tudo o que ele faz é sacrificar seu tempo e arriscar seu capital para fornecer serviços de entretenimento e cultura ao consumidor, visando o lucro. No auge da opressão socialista na Alemanha Oriental, um em cada seis adultos era informante do governo. A atitude dos movimentos estudantis lembra a dos informantes da Stasi, a polícia secreta da República Democrática Alemã.
Thomas Sowell certa vez disse que “A primeira lei da economia é a escassez. A primeira lei da política é ignorar a primeira lei da economia”.
A constatação de Sowell é clara no que diz respeito à Lei da Meia Entrada. Cinemas, teatros e shows são escassos. Qualquer intervenção estatal nos preços do setor gerará distorções que prejudicarão produtores e consumidores dos serviços de entretenimento.
Podemos deduzir da praxeologia que as empresas de cinema, teatros e shows estão lucrando menos do que lucrariam na ausência da lei, pois do contrário seus gestores aplicariam suas determinações voluntariamente. Empresários buscam maximizar o lucro de suas empresas. Menor lucratividade em um setor da economia implica necessariamente menor reinvestimento, menor atratividade para potenciais concorrentes e menores salários.
Menor reinvestimento acarreta redução na implantação de novas tecnologias e de métodos gerenciais que aumentariam a qualidade dos serviços prestados ou que reduziriam custos devido ao aumento na eficiência das operações. A menor atratividade reduz a concorrência, que é justamente a força que pressiona as organizações a inovar, abaixar seus preços e melhorar seus serviços. Pequenos empreendedores ficarão de fora do mercado. Hoje algumas poucas empresas controlam a quase totalidade dos cinemas. Salas baratas em bairros de periferia ou cidades do interior enfrentam dificuldades de se manter, sendo que muitas fecharam as portas. Antes desta legislação não só havia salas de cinema mais acessíveis como também era comum que pessoas de baixa renda fossem às mesmas salas frequentadas por pessoas de alta renda. Hoje, o Brasil, único país com lei de meia-entrada, apresenta os ingressos mais caros do mundo. Uma ida ao teatro, por exemplo, requer certo grau de planejamento financeiro.
Os menores salários pagos aos empregados do setor, um efeito que a esquerda estudantil se recusa a comentar, afetam todos os salários da economia. Os assalariados de outra indústria poderiam querer migrar para o ramo de eventos se a remuneração fosse maior, o que forçaria os empregadores a aumentar os salários daquela indústria se quisessem reter a mão-de-obra.
A lei da meia-entrada nada mais é que uma discriminação de preços imposta pelo estado. Essa prática já é adotada voluntariamente por empreendedores em diversos mercados. Casas noturnas costumam cobrar um ingresso menor de mulheres. Uma maior proporção de mulheres aumenta a atratividade da balada e o dono do local aufere maiores lucros ao discriminar preços por gênero. O mesmo acontece com as promoções do tipo “leve 3, pague 2”. Aqui a discriminação é relativa à quantidade comprada. O comerciante percebe uma elevada elasticidade na demanda de parte da sua clientela e lucra com esse tipo de oferta. Alguns estabelecimentos americanos oferecem descontos para veteranos de guerra. O motivo pode ser um apelo de marketing ou o patriotismo do empresário, mas o fato relevante para a economia é que, sendo uma decisão voluntária, é ela que maximiza a utilidade dos agentes envolvidos na troca.
Cabe ao empreendedor decidir se adotará uma estratégia de discriminação de preços, qual será ela, qual será o público-alvo e como ela será implantada. Em um mercado desregulamentado de cinemas, por exemplo, poderia haver cinemas especializados no público infantil, que exibiriam animações e ofereceriam descontos às babás. Outros seriam voltados para pessoas idosas e teriam maior facilidade de acesso. Haveria promoções de dia dos namorados, com filmes românticos o dia inteiro e desconto para os homens. Poderíamos nos deparar com salas especializadas em filmes cult ou mesmo em documentários. Estas seriam as principais candidatas a ter parcerias com escolas e universidades, oferecendo descontos aos estudantes de forma voluntária (e com uma genuína razão de existir).
O modus operandi estatal, porém, engloba todos os indivíduos com uma regulação que mina a iniciativa, a flexibilidade e a imaginação empreendedora. A precisão do cálculo econômico do empreendedor, sua propensão a assumir riscos e a necessidade de inovar são prejudicados, dificultando a existência desses arranjos.
Quando o estado força uma política de discriminação de preços, ele está se apoderando do papel do empresário, mas sem o seu incentivo de alocar recursos eficientemente para auferir lucros, e sem o conhecimento específico do mercado onde ele atua. O burocrata é um ignorante de todos os mercados. A lei da meia-entrada é um ato de planificação econômica que necessariamente terá um efeito predatório sobre a economia.
Engana-se o estudante que acredita estar obtendo alguma vantagem com a meia-entrada. A legislação não pode alterar os custos do produtor. Se o governo obrigá-lo a cobrar meio ingresso de uma pessoa, ele aumentará o preço base do ingresso para minimizar a perda de receita. Todos os outros pagantes arcarão com o custo. No Brasil, quase a totalidade dos ingressos vendidos em cinemas, teatros e shows são meias-entradas, que por isso custam praticamente o dobro do que poderiam custar imediatamente após a revogação dessa lei. O mercado ainda absorveria efeitos benéficos adicionais advindos da desregulamentação, que reduziriam ainda mais os preços.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que limita a meia-entrada a 40% dos ingressos vendidos. Segundo os autores do projeto, a imprevisibilidade da demanda por meias-entradas é assim mitigada, permitindo que o empresário reduza os preços da admissão. Embora este argumento seja verdadeiro, o projeto de lei não resolve o problema. A agressão continua existindo, juntamente com todos os efeitos encarecedores do ingresso gerados pela menor lucratividade do setor e pelo ajuste do preço para mitigar a perda de receita.
Haverá ainda outra consequência nefasta. As pessoas correrão para comprar os ingressos com antecedência antes que a cota de 40% acabe. É provável que haja um esgotamento mais rápido de todos os ingressos, o que exigirá do consumidor um maior gasto com informação e planejamento. A corrida também poderá induzir um aumento dos preços, bem como a maior presença de cambistas.
Uma pessoa racional deve enxergar a hipocrisia por trás desta legislação, que diz proteger o idoso e o estudante, mas faz exatamente o contrário. Esta segregação das pessoas em categorias é uma mera abstração, que serve apenas à estratégia do estado de dividir para conquistar. Na prática, todos arcam com os custos do intervencionismo, mais cedo ou mais tarde. Um estudante não será estudante para sempre. Durante a maior parte da sua vida ele não o será, sendo obrigado a pagar um ingresso maior que o de um mercado desimpedido, seja o preço maior inteiro para si próprio ou a metade de um preço maior para os seus filhos.
O idoso pagará metade de um preço maior utilizando a poupança que acumulou ao longo da vida. Esta poupança é menor do que seria sem a lei da meia-entrada, pois ele passará a maior parte da vida pagando o preço maior inteiro. Aritmeticamente a legislação não faz o menor sentido.
Por derradeiro, refuto a ideia de que a lei da meia-entrada incentiva à educação. Tal afirmação é autocontraditória. Consideremos que a sólida ciência econômica e o forte senso de ética e moral fazem parte de um bom processo educativo. Uma legislação baseada em falácias econômicas e que incita à aquisição de vantagens gratuitas mediante agressão é, logicamente, antieducativa.
Mas nem todos saem perdendo. As organizações emissoras da carteirinha de estudante, que terão seu oligopólio assegurado pelo novo projeto de lei, ganharão muito dinheiro. Os políticos e burocratas também se beneficiam com os votos do curral eleitoral estudantil. É este o único objetivo dos legisladores. Se a intenção fosse nobre, bastaria reduzir os impostos, que são responsáveis por quase metade do preço dos ingressos. Os defensores de uma lei de meia-entrada, com ou sem cotas, estão apoiando estes interesses impudicos e indo contra os interesses legítimos dos indivíduos honestos.
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2020.06.15 04:52 altovaliriano Shae (Parte 3)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
Martin começa a trajetória de Tyrion em A Tormenta de Espadas já estabelecendo o destino de Shae. Tywin e Tyrion estão discutindo sobre a sucessão de Rochedo Casterly quando entram no assunto sobre Alayaya, Tysha e Shae. Curiosamente a pergunta parte do próprio Tywin:
E aquela seguidora de acampamentos no Ramo Verde?
Que importa? – perguntou, sem querer nem mesmo proferir o nome de Shae em sua presença.
Não importa. Não mais do que me importa que elas vivam ou morram.
(ASOS, Tyrion I)
Como sabemos pelo último capítulo, Tywin se importa, sim. Shae aparece no julgamento testemunhando contra Tyrion e falando de estar com ele desde Ramo Verde, um detalhe que dificilmente escaparia a Tywin. Além disso, nesta primeira conversa, o pai de Tyrion completa com uma sentença interessante:
E não tenha ilusões: esta foi a última vez que tolerei que trouxesse vergonha à Casa Lannister. Acabaram-se as putas. A próxima que encontrar em sua cama, vou enforcar.
(ASOS, Tyrion I)
E interessante que Tywin tenha ameado enforcar Shae se a encontra-se na cama de Tyrion, pois, como o verbete sobre Shae na Wiki Gelo e Fogo sinaliza, Tyrion fez exatamente isso com Shae quando a encontra na cama do pai em seu último capítulo do livro.
A primeira vez que vimos Shae foi em um encontro no quarto de Varys, à pedido (e insistência) de Tyrion. O anão havia determinado que usaria este encontro para dar um fim na relação com Shae, em decorrência das ameaças do pai, especialmente depois que Tywin citou explicitamente a “seguidora de acampamentos no Ramo Verde” logo no capítulo anterior.
O encontro parece ser um encontro típico entre os dois, exceto que há nas duas partes desejos ocultos. Tyrion quer tirar Shae da corte e Shae deseja exatamente o contrário. Quando Tyrion aborda o assunto de maneira direta, a garota troca imediatamente de assunto, procurando massagear o ego do anão:
Shae – disse –, querida, esta tem de ser a última vez que ficamos juntos. O perigo é grande demais. Se o senhor meu pai encontrá-la...
Gosto da sua cicatriz. – A moça percorreu-a com um dedo. – Faz com que pareça muito feroz e forte. [...] O senhor nunca será feio aos meus olhos. – Ela beijou a escara que cobria os restos destroçados do seu nariz.
(ASOS, Tyrion II)
Shae insiste em não dar ouvidos a Tyrion durante toda a conversa, se limitando a tentar manipulá-lo a deixar ficar na capital. Toda aquela compaixão pelo novo ferimento adquirido de Tyrion não contém qualquer coerência, porque a garota continua tão inescrupulosa e insensível quanto era em A Fúria dos Reis. Sua maior preocupação ainda são bens materiais e sua falta de empatia por Lollys Stokeworth ainda é gritante:
[…] O senhor vai me devolver agora as joias e as sedas? Perguntei a Varys se ele podia me dá-las quando você foi ferido na batalha, mas ele não quis. Que teria acontecido com elas se tivesse morrido? [...]
Posso ir ao banquete de casamento do rei? A Lollys não quer ir. Disse-lhe que ninguém deverá estuprá-la na sala do trono do rei, mas ela é tão burra.
(ASOS, Tyrion II)
Entretanto, nem tudo é repetição nessas frases arrogantes de Shae. No meio de tudo, há uma pequeno trecho de diálogo de importância futura. Quando Tyrion tenta fazer com que a prostituta compreenda o perigo que Tywin oferece à vida dela, a garota apenas responde “Ele não me assusta”.
Esta simples sentença revela que GRRM estava sutilmente costurando elementos nesta primeira conversa que seriam trazidos de volta novamente na última cena de Tyrion e Shae juntos. Quando a garota o vê nos aposentos do pai, ela se assusta e começa a disparar justificativas. Entre estas justificativas, ela justamente se contradiz dizendo “Por favor. Seu pai assusta-me tanto” (ASOS, Tyrion XI).
Naquele primeiro diálogo, Shae sabia que Tyrion havia perdido seu cargo e, com isso, até mesmo sua permanência como aia de Lollys dependia inteiramente de ela manter seu disfarce. Àquela altura, o anão não tinha mais poderes de lhe arranjar uma nova colocação para ela, e por essa razão a garota sabia que tinha que tentar extrair de Tyrion o máximo que conseguisse.
Com isto em mente, fica claro que GRRM faz da cobrança de promessas antigas uma metáfora visual para Shae tentando segurar Tyrion via dominação sexual. Segundo o próprio Tyrion (ASOS, Tyrion VII), seu pênis era o orgão responsável por fazê-lo agir tolamente frente a manipulação da garota. E é justamente por aí que Shae o está segurando na cena, literalmente:
Não quero sair. O senhor me prometeu que eu voltaria a me mudar para uma mansão depois da batalha. – A boceta dela deu-lhe um pequeno apertão, e ele começou a enrijecer de novo, dentro dela. – Um Lannister sempre paga as suas dívidas, você disse.
(ASOS, Tyrion II)
Ao perceber que não vai conseguir nada por esta via, Shae passa a falar sobre o casamento de Joffrey e elabora um plano para que Tyrion a leve consigo, em troca de favores sexuais durante a festa. Aqui a garota não está mais se valendo da dominância, mas tentando persuadir o anão. Por isso, Shae passa a afagar o órgão sexual ao invés de prendê-lo:
– […] Eu encontraria um lugar em algum canto escuro abaixo do sal, mas sempre que se levantasse para ir à latrina, eu poderia escapulir e ir encontrá-lo. – Envolveu a pica dele nas mãos e afagou-a com suavidade. – Não levaria roupas de baixo sob o vestido, para que o senhor nem precisasse me desatar. – Os dedos dela brincaram com ele, para cima e para baixo. – Ou, se quisesse, podia fazer-lhe isto. – Enfiou-o na boca.
(ASOS, Tyrion II)
Quando Tyrion mostra que está veementemente decidido a que ela não deixá-la ir, Shae se retrai para a cortesia fria. Tyrion está pensando em como concederia facilmente o desejo de Shae, caso o pai não tivesse ameaçado enforcá-la, contrariando o que ele disse em A Fúria dos Reis, sobre o amor por Shae envergonhá-lo:
Se a escolha fosse sua, ela poderia sentar-se a seu lado no banquete de casamento de Joffrey, e dançaria com todos os ursos que quisesse.
(ASOS, Tyrion II)
Eu atribuo essa mudança de postura (de amor proibido envergonhado para amor proibido cauteloso) ao momento de Tyrion, em que ele perdeu todo o prestígio e está tentando se agarrar na única coisa de seu momento glorioso que ainda tem: Shae.
Em verdade, o comportamento de Shae espelha o de Tyrion. Ambos estão tentando arranjar um jeito de manter seu status. O anão também está tentando voltar ao poder pelas vantagens terrenas que ele oferece e não mais para “fazer justiça”. Naquele momento, Tyrion estava sendo a Shae de Tywin, pois está a todo custo tentando reivindicar direitos e reconhecimentos de seu pai.
O surpreendente é que após toda a teimosia de Tyrion, Shae finalmente cede a seu instinto de autopreservação e dá a Tyrion um parágrafo inteiro de resignação e obediência, ao fim do qual Shae apela para o cavalheirismo de Tyrion e lhe arranca uma promessa:
[...] Gostaria de ser a sua senhora, mas não posso. Se fosse, você iria me levar ao banquete. Não importa. Gosto de ser rameira para o senhor, Tyrion. Basta que me mantenha, meu leão, e que me mantenha a salvo.
Manterei – prometeu ele. Tolo, tolo, gritou a sua voz interior. Por que disse isso? Veio aqui para mandá-la embora! Em vez disso, voltou a beijá-la.
(ASOS, Tyrion II)
A prostituta parece entender que o novo momento de Tyrion exige dela uma abordagem diferente. Em suas palavras, de um homem poderoso que poderia desafiar o mundo por ela, ele agora era um cavaleiro que a protegia e resgatava do perigo:
Pensava que o senhor tinha se esquecido de mim. – O vestido dela encontrava-se pendurado em um dente negro quase tão alto quanto ela, e a moça estava em pé dentro das mandíbulas do dragão, nua. […] – O senhor vai me arrancar de dentro das mandíbulas do dragão, eu sei. [...]
Meu gigante – ela ofegou quando a penetrou. – Meu gigante veio me salvar.
(ASOS, Tyrion VII)
Shae veste tão bem a fantasia de donzela que chega a declarar seu amor a Tyrion e Tyrion responde em pensamento. Porém, por alguma ironia do destino, a prostituta estava querendo lhe fazer pensar que ele era um cavaleiro, enquanto o próprio Tyrion queria lhe casar com um cavaleiro de verdade para se ver livre dela:
E eu também a amo, querida. Podia ser uma prostituta, mas merecia mais do que o que ele tinha para dar. Vou casá-la com Sor Tallad. Ele parece ser um homem decente. E alto…
(ASOS, Tyrion VII)
É curioso como este é o único efeito colateral do novo estratagema de Shae. Tyrion fica tão embrigado pela ideia de ser o cavaleiro salvador da garota, que ele tem um momento de desencanto quando a prostituta sequer teme perdê-lo ao saber de seu casamento com Sansa Stark:
[…] Não me importa. Ela é só uma garotinha. Vai deixá-la comuma barrigona e voltar para mim.
Uma parte dele tinha esperado menos indiferença. Tinha esperado, escarneceu amargamente, mas agora sabe como é, anão. Shae é todo o amor que provavelmente terá.
(ASOS, Tyrion IV)
Eu penso que a indiferença de Shae se fundava em ela saber que somente corria perigo se Tyrion arranjasse outra prostituta como amante. Ela estava ciente do quão sexualmente indesejável ele era para a maioria da população de westeros e como ele era complexado com sua aparência e traumatizado com relações amorosas. Portanto, um casamento arranjado com uma jovem nobre donzela realmente não lhe representava perigo algum. Ela até mesmo tenta pedir na frente de Tyrion que Sansa a leve ao casamento de Joffrey, demonstrando que seu objetivo de participar da boa é sua real prioridade.
Porém, não há que se dizer que Shae é uma pessoa desprovidade de sonhos e fantasias. O fato é que esta fantasias não são românticas, mas delírios com mudanças de status social, luxos e riquezas. Quando Sansa a chama para ver uma nuvem no céu que parece um castelo:
É feito de ouro. – Shae tinha cabelos escuros e curtos e olhos ousados. Fazia tudo o que lhe era pedido, mas às vezes dirigia a Sansa os mais insolentes dos olhares. – Um castelo todo feito de ouro, aí está uma coisa que eu gostaria de ver.
(ASOS, Sansa IV)
Ou quando conversava com Sansa sobre Ellaria Sand e a garota apresenta sua versão dos fatos em que Ellaria seria uma espécie de Shae que “deu certo” em razão do relacionamento com Oberyn:
Era quase uma prostituta quando ele a encontrou, senhora – confidenciara a aia – e agora é quase uma princesa.
(ASOS, Sansa IV)
E são suas fantasias por status e luxo que a levam a testemunhar contra Tyrion a pedido de Cersei. O depoimento de Shae acontece logo antes de o anão pedir o julgamento por combate. Dessa forma, tudo o que a garota diz se torna juridicamente irrelevante de uma hora para outra. Essa manobra de Tyrion acaba por fazer com que Cersei se livrasse da obrigação de cumprir sua parte do acordo:
Shae, o nome dela era Shae. A última vez que tinham conversado fora na noite anterior ao julgamento por combate do anão, depois de aquele dornês sorridente ter se oferecido como seu campeão. Shae inquirira acerca de umas joias que Tyrion lhe oferecera, e de certas promessas que Cersei poderia ter feito, uma mansão na cidade e um cavaleiro que a desposasse. A rainha deixara claro que a prostituta não obteria nada até que lhes dissesse para onde fora Sansa Stark.
(AFF, Cersei I)
Interessante notar que o acordo feito por Shae consiste apenas no que Tyrion já tinha em mente em lhe dar.
O depoimento de Shae é uma peça que me chama bastante a atenção. A garota não só conta como Tyrion supostamente teria lhe tomado como amante à força e confidenciado os planos de matar Joffrey durante sua última noite juntos. Shae revela ali, perante Tywin, que era seguidora de acampamento do Ramo Verde:
Nunca quis ser uma prostituta, senhores. Estava noiva. Ele era um escudeiro, um rapaz bom e corajoso, de bom nascimento. Mas o Duende viu-me no Ramo Verde e pôs o rapaz com que meu queria casar na primeira fila da vanguarda, e depois de ele ser morto ordenou aos selvagens que me levassem à sua tenda. Shagga, o grande, e Timett, como olho queimado. Ele disse que se não lhe desse prazer, me entregava a eles, e portanto eu dei. Depois trouxe-me pra cidade, pra ficar por perto quando ele me quisesse. Obrigou-me a fazer coisas tão vergonhosas […]. Ele usou-me de todas as maneiras que há e… costumava me obrigar a dizer como ele era grande. O meu gigante, eu tinha de lhe chamar, o meu gigante de Lannister.
(ASOS, Tyrion X)
Como esta parte do depoimento era completamente desnecessária, eu fico me perguntando se ela foi bolada pela própria Shae, Varys ou Cersei. Sabemos que a garota é capaz de mentir, mas não vimos coisas com este tipo de elaboração. Como Varys é quem estava administrando o disfarce de Shae, fornecendo -lhe até histórias falsas sobre seu passado para que contasse à Tanda Stokeworth, acredito que tenha sido ele quem a orientou a assim depor.
Porém, qualquer seria o objetivo disto? Apenas para ele próprio se safar da acusação de que estava trazendo informações erradas a Cersei, algo que já lhe preocupava (ASOS, Tyrion VII)? Ou Varys queria que o depoimento de Shae chamasse a atenção de Tywin?
De fato, em uma entrevista em 16 de junho de 2014 à Entertainment Weekly, afirmou que a questão entre Varys, Shae, Tyrion e Tywin é algo que ele fará revelações nos próximos livros:
EW: Certo, e há também a questão da surpresa da hipocrisia de Tywin quando ele [Tyrion] a encontra na cama dele. Tywin sabia que ela era uma prostituta [na versão do livro isso não fica claro]? Ou ele simplesmente não ligava?
GRRM: Ah, eu acho que Tywin sabia sobre Shae. Ele provavelmente adivinhou que ela era a seguidora de acampamento que ela havia expressamente dito “você não levará aquela puta para corte”, mas que Tyrion o havia desafiado e levado "aquela puta" à corte. Quanto ao que exatamente ocorreu aqui, é algo sobre o qual não quero falar, porque há aspectos disso que eu não revelei e que serão revelados nos próximos livros. Mas o papel de Varys em tudo isso é algo para se levar em consideração.
Esta entrevista deu fundamentos para que os leitores passassem a acreditar que Varys teria influenciado Tyrion a matar Tywin. Mas, para fins desta análise, nos cabe apenas ver a situação da ótica do que aconteceu com Shae, quem até mesmo pela teoria acima seria um alvo secundário.
Assumindo que Varys tenha orientado Shae a dar este depoimento para chamar a atenção de Tywin, como é que isso a colocaria na Torre da Mão na noite anterior à execução de Tyrion? Sabemos que Cersei mandou Shae embora ás lágrimas na noite entre o depoimento de Shae e o julgamento por combate entre Gregor e Oberyn, então somente depois desta noite é que Shae provavelmente estaria suporte. Caso ela já estivesse sendo sondada por Tywin, dificilmente sairia chorando...
Eu alimento uma teoria que o ponto que fez Tywin se interessar pela garota foi a bajulação que ela confessou fazer a Tyrion. “Meu gigante de Lannister” parece ser o tipo de frase que agradaria um homem como Tywin debaixo dos lençóis. A partir daí, bastaria que Varys fizesse uma sugestão aqui, outra acolá e de repente Tywin já estava pedindo a alguém que enfiasse a menina em seus aposentos na noite seguinte.

Declarações de GRRM sobre Shae

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2020.05.30 10:04 cachaceiro_feliz Se você quer milagres, não procure o Budismo

Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.
Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.
Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.
Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.
Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.
Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.
Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.
Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.
Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.
Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.
Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.
Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.
Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.
Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.
Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.
Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.
Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.
Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.
Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.
Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.
Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.

Fonte: Internet
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
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[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
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2020.04.08 09:40 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
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2020.04.08 09:38 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
submitted by Emile-Principe to BrasildoB [link] [comments]


2020.03.09 02:32 altovaliriano Jon Snow (Parte 1)

Jon Snow (Parte 1)
Sabendo que eu não conseguirei escrever o texto sobre Jon Snow para o "Domingo de Personagens" de hoje, resolvi compartilhar um texto que eu já havia escrito há algum tempo em meu blog.
Por outro lado, como eu estarei longe nos próximos dois domingos, muito provavelmente a Parte 2 sobre Jon Snow vai ficar para o dia 29/03.
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Paralelos e presságios: Aegon V e Jon Snow

Este artigo foi elaborado com base no excelente texto Hidden Dragons: Parallels between Aegon V and Jon Snow de autoria da usuária dornishdame, do fórum do site Westeros.org.
Tudo aqui pressupõe que Jon Snow é filho de Rhaegar e Lyanna.
(Legendas: GRRM = o autor, George R. R. Martin; DC = Depois da Conquista de Aegon)
Egg (Aegon V) e Jon Snow são trisavô e trineto e nunca se conheceram, pois Egg morreu em Solarestival em 259 DC enquanto o pai de Jon (Rhaegar) nascia. Ocorre, porém, que suas histórias são tão semelhantes que poderiam ser contadas em paralelo.
Dessa forma, analisarei a seguir essas semelhanças e demonstrarei que por meio delas somos capazes de confabular sobre o futuro dos contos de Dunk & Egg. E já que GRRM mencionou que ainda podem vir até mais nove histórias dessas, um pouco de reflexão premonitória pode vir a calhar.
1. Criação e juventude
Aegon era o quarto filho de Maekar I, que por sua vez também era o quarto filho do Rei Daeron II, e passou sua infância em palácios reais como um improvável herdeiro ao trono, enquanto que Jon foi criado em Winterfell como filho bastardo de Eddard, fazendo parte de sua família apenas informalmente, sem nenhuma perspectiva de entrar legalmente para a linha hereditária dos Stark.
Contudo, ainda que por razões distintas, a ambos a ocultação da identidade é um tema comum – com a pequena diferença de que Aegon V, ao contrário de Jon, sabia quem era desde que nasceu e havia vivido de acordo com sua posição social a maior parte da vida (uma questão que, no que se refere a Jon, ainda permanece em aberto).
Aegon se disfarça de Egg, um simples escudeiro de um reles cavaleiro andante, para poder viajar incógnito por Westeros e poder amadurecer em contato com pessoas comuns que o tratam como se ele fosse apenas um deles. O amadurecimento de Jon também acontece em razão das pessoas não o enxergarem como alguém de importância, mas ele, ao contrário de Aegon, é absolutamente ignorante de suas origens. E a farsa de seu parentesco não só o condiciona a encarar Eddard como seu modelo parental (ao invés de Rhaegar), como também afeta as expectativas que os outros têm dele, em razão de ser um descendente de Ned.
De todo modo, tanto Egg quanto Jon cresceram sabendo que eram figuras pouco importantes nas cortes que habitavam, e talvez em razão de disso sejam ambos marcadamente observadores. Deveras, logo em seu primeiro capítulo em “A Guerra dos Tronos”, Jon demonstra habilidade para decodificar as cortesias vazias de Eddard e Cersei e vaticina “um bastardo tinha de aprender a reparar nas coisas, a ler a verdade que as pessoas escondiam por trás dos olhos“. Egg, por sua vez, rapidamente percebe que há algo errado no Torneio de Alvasparedes em “O Cavaleiro Misterioso” e desvenda antes de Sor Duncan que o evento é apenas um palco para uma rebelião Blackfyre.
No entanto, essa natureza observadora com costume cede à miopia inerente à juventude. Por essa razão que há um paralelo entre a afirmação de Egg no sentido de que preferiria ser um cavaleiro da Guarda Real do que se casar com uma garota com a também irrefletida afirmação de Jon de que não se arrependeria de não ter tido uma mulher antes de entrar para a Patrulha da Noite.
Ainda assim, nenhum dos dois é imune às próprias aspirações e são impulsionados pelo desejo de crescer em importância, apesar de que não sem uma boa dose de esnobismo. De fato, Egg repetidamente sugere a Dunk para usarem a “bota” (onde se esconde o anel com o brasão de seu pai) e deixarem que o nome de sua família facilite seu caminho, assim como Jon acha que os laços familiares com Benjen serão sua porta de entrada para as patrulhas de seu tio logo que chega a Castelo Negro.

Brasão de armas pessoal de Maekar. A \"bota\" de Egg.
O sentimento de superioridade e prerrogativa, decorrente da crença de que seu sangue deveria ser suficiente para conseguir o que querem, é um reflexo comum a Egg e Jon quando se trata do primeiro contato com pessoas que não desfrutaram das mesmas vantagens que eles.
De fato, a princípio Aegon fica horrorizado quando é requisitado a servir os aprendizes em “A Espada Juramentada”, e Jon inicialmente se acha melhor do que os recrutas com quem ele treina em “A Guerra dos Tronos”. Porém, lá estavam Sor Duncan, o Alto, e Donal Noye, respectivamente, para lhes relembrar das vantagens advindas da criação de um membro da nobreza. Felizmente, tanto Egg quanto Jon são rápidos em absorver essa lição: Aegon fala da troca de conhecimento com os plebeus, e Jon faz as pazes com seus novos irmãos, oferecendo-se para ajudá-los a treinar.
2. Em posição de comando
Meistre Aemon, o único Targaryen que conheceu bem os dois homem, sem mesmo saber que Jon era parente dele e de Aegon, os conectou por meio de um conselho: “mate o menino e deixe o homem nascer”. Aemon deu este conselho a ambos antes de deixá-los (primeiro de Vilavelha para a Muralha, depois da Muralha para Vilavelha). e sabemos que ao menos Jon foi marcado por ele.
O modo como Aegon e Jon são alçados ao poder também os une. Aegon foi aclamado rei em um Grande Conselho e Jon foi eleito Lorde Comandante por seus irmãos juramentados. Eles foram escolhidos para a liderança, mesmo diante da existência de outros candidatos mais velhos. Isso não quer dizer que nenhum dos homens possuísse habilidades de liderança (claramente não possuíam), mas simplesmente que o papel que assumiram não era aquele que a princípio acreditavam que assumiriam.
Com efeito, enquanto que a possibilidade de Egg assumir o trono somente surgiu diante da recusa de seu irmão mais velho, Aemon, tudo que Jon tencionava em “A Guerra dos Tronos” ao se juntar à Patrulha da Noite era se tornar um patrulheiro. A ideia de chegar a Lorde Comandante nunca ocorreu a Jon até Sam sugerir que essa seria a razão pela qual Jeor Mormont o escolheu para ser seu intendente.
Como governantes, nenhum dos dois favoreceu a hipocrisia, pois ambos sabiam que não deveriam esperar daqueles por quem eram responsáveis algo que nem mesmo eles conseguiram fazer. Assim, por ter se casado por amor, Aegon permitiu que seus filhos seguissem seus corações e rompessem os compromissos que ele havia arranjado, sem renegá-los por isso (salvo a remoção do Príncipe das Libélulas da ordem de sucessão).
Por outro lado, por não ter mantido seu voto de celibato, Jon reconhece em “A Dança dos Dragões” que não poderá exigir o mesmo de seus irmãos juramentados e entrevê o perigo que a Torre de Hardin (onde as esposas de lança selvagens estão estabelecidas) representa em Castelo Negro.
Assim, ambos podem ser considerados líderes conscientes das fraquezas humanas, próprias e alheias, especialmente no que diz respeito à família, haja vista que Jon comete atos impensados na tentativa de resgatar a garota que ele acredita ser Arya, e que Aegon, apesar de ter punido um dos filhos, não tentou desfazer seu relacionamento ou o exilou da Corte.
O reinado político de Aegon foi caracterizado por reformas que favoreciam os comuns ao invés dos grandes senhores de Westeros, razão pela qual esses atos foram objeto de controvérsia e resultaram na perda de apoio do Rei, o que, no fim, lhe impediu de implementar as verdadeiras mudanças que tanto desejava.
Da mesma forma, o mandato de Jon Snow como Lorde Comandante da Patrulha da Noite está repleto de conflitos conforme ele tenta instituir políticas controversas que acabam dividindo a organização que ele lidera. Suas decisões de permitir que os selvagens passem pela Muralha e de nomear Couros para Mestre de Armas são recebidas com horror por parte da classe de oficiais.
Um paralelo também pode ser feito aqui. Jon e Aegon foram educados em ambientes de contraposição aos interesses dos Selvagens e Plebeus, respectivamente. E, no entanto, o tempo em que Aegon passou como escudeiro para um Cavaleiro Andante e o tempo de Jon como agente disfarçado nas terras além da Muralha, serviram para que ambos respeitassem e valorizassem esses grupos e passassem a vê-los como pessoas que merecem proteção. E esse respeito é escarnecidos e usado contra eles, pois, mais de uma vez, Aegon é dito “meio camponês” e Jon “meio selvagem”.
Mesmo em situações de maior apelo humanitário, em que suas ações são baseadas na lógica fria, a crítica não cessa. Aegon é criticado quando, durante um longo e duro inverno, envia suprimentos vitais para o norte a fim de ajudar os plebeus daquela região a sobreviver. Jon tem que lidar com o ressentimento dos irmãos da Patrulha da Noite por cada pedaço de comida que ele manda entregar aos selvagens, especialmente por parte de Bowen Marsh.
Porém, essas experiências de inserção na realidade do outro são tão transformadoras para Egg e Jon que fazem florescer neles a tendência de avaliar as pessoas por seus méritos e não por nascimento. De fato, isso leva Aegon a ascender um simples cavaleiro andante a Lorde Comandante da Guarda Real (Sor Duncan, o Alto) e Jon escolhe assistentes com base em sua habilidade e potencial, e não em seu nascimento (Gigante e Cetim).
E essa deferência coloca Aegon e Jon sob o fogo de seus adversários políticos, ainda mais quando ambos os homens demonstram tanto inabilidade para lidar com eles quanto tendência a deixar velhas queixas se acumularem às novas. Por exemplo, Jon não levou Chett em conta quando designou Sam para a posição de intendente do Meistre Aemon; bem como ignorou a erosão da boa vontade de seus homens conforme dirigia políticas em benefício dos Selvagens. Os senhores de Westeros tentaram convencer Aemon a renunciar seus votos como meistre para não permitir que Aegon assumisse como Rei, mas Aegon não fez nada para aplacar tais homens quando subiu ao trono.
3. Presságios
Existem, portanto, paralelos claros entre Aegon V Targaryen e Jon Snow em termos de tema, personalidade e caráter, apesar de que não sabemos que papel essas semelhanças irão desempenhar na trama. Dornishdame pondera que eles poderiam ser apenas mais uma indicação da herança paterna de Jon, ou chegar ao ponto de prenunciar seu reinado como um rei muito improvável.
Contudo, enquanto que todos os paralelos analisados versam sobre fatos que acompanhamos em primeira mão nos capítulos de Jon, os eventos ocorridos com Egg são, em sua maioria, retirados de relatos históricos, e não provenientes dos contos de Dunk e Egg.
Com isso quero afirmar que os paralelos analisados provavelmente pouco nos ajudarão a entender o futuro da história de Jon em “Os Ventos do Inverno” ou “Um Sonho de Primavera”. Porém, talvez sejam bastante úteis para entender o que aconteceu durante o reinado de Aegon V e, especialmente, o que levou à tragédia em Solarestival.
Com efeito, são os problemas causados por suas reformas e pelos noivados rompidos que levam Aegon a ponderar que as coisas seriam diferentes se tivesse Dragões. Essas reflexões acabariam contribuindo para a tragédia de Solarestival, na qual Aegon tentava fazer eclodir dragões dos ovos de pedra que a família Targaryen ainda possuía.
Jon Snow foi morto por quebrar novamente seus votos, estar se isolando em Castelo Negro e por se envolver no sequestro da nora do novo Protetor do Norte (o qual é uma importante fonte de apoio para a Patrulha da Noite). Jon, portanto, esvaziou-se de aliados ao sul da Muralha e deu azo ao surgimento de um motim.
Este comportamento espelha tanto aquele adotado por Aegon V em decorrência de suas reformas e das decisões conjugais de seus filhos que parece haver aqui outro paralelo: de que a tragédia de Solarestival não foi um acidente, mas fruto de uma conspiração.
Os príncipes e princesas reais estavam prometidos a Tully (Celia), Baratheon (desconhecida), Tyrrel (Luthor) e Redwyne (Olenna) e ainda que os Baratheons tenham ficado com Rhaelle, isso só ocorreu depois de uma curta rebelião da Casa, que terminou com a morte de Lorde Lyonel (autoproclamado Rei da Tempestade durante a Rebelião) pelas mãos de Sor Duncan, em um julgamento por combate.
Dessa forma, podemos imaginar que todos esses eventos devem ter lançado as sementes para que fosse criada uma aliança informal entre diversas das maiores Casas de Westeros, que culminou no plano para se livrar de Aegon e seus parentes com apenas um golpe.
Mas para saber mais sobre isso teremos que, como GRRM gosta de dizer, “continuar lendo” (keep reading, em inglês).
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2019.09.28 00:18 mblackjesus Dicionário do Pensamento Bolsonarista

Depois do Dicionário do Pensamento Marxista, finalmente saiu o Dicionário do Pensamento Bolsonarista. A criatividade de quem o fez é sublime. Circula nas redes sociais sem autoria definida, mas é um primor de rigor analítico, chegando às vezes a ser hilário, mas nem por isso menos verdadeiro.
AQUECIMENTO GLOBAL. Mentira criada pelos países desenvolvidos visando atrasar o crescimento dos países de terceiro mundo através de regulações e imposições. Tal conspiração é bancada pela ONU.
ARTE. Suposta atividade criativa humana que só interessa a uma pequena elite intelectual de esquerdistas pernósticos.
ARTISTA. Indivíduo que se dedica à vadiagem, usando a arte como justificativa para sua condição de sanguessuga do dinheiro público.
BRASIL. País desprezível formado majoritariamente por gente pobre, ignorante e preguiçosa. Nação historicamente fadada ao atraso e ao subdesenvolvimento devida a pouca capacidade empreendedora de sua população.
BRASILEIRO. Adjetivo pejorativo usado para desqualificar o que quer que seja (um filme, um escritor, um destino turístico etc). Sinônimo de pobreza, falta de caráter e indolência. "Só podia ser brasileiro mesmo".
CARNAVAL. Antro de perversões que trazem vergonha à cultura do povo brasileiro.
CENSURA. Solução ponderada para dizimar qualquer coisa que ameaça a ideia da família tradicional brasileira (Exemplos: beijo gay).
CIDADÃO DE BEM. Homem branco, hétero e de classe média que defende o porte de armas e a sonegação de impostos.
CIÊNCIA. Ideologia comunista inventada por ateus ambientalistas para dar emprego a vagabundos.
CIENTISTA. Pessoa que recebe dinheiro público para promover pesquisas sem importância que não geram retorno financeiro.
COMUNISMO. Regime totalitário de esquerda implantado no Brasil em 2003 e que vigorou até 2016. Historiadores monarquistas sustentam, no entanto, que o comunismo teria sido implantado em 1889, com a Proclamação da República.
COMUNISTA. Pessoa que não trabalha ou que vive exclusivamente de cargos públicos e boquinhas; indivíduo pervertido que defende a educação sexual para crianças, a ditadura gay e o aborto; ateu de esquerda que se dedica a difamar a Bíblia e a destruir os valores da família cristã.
CORRUPÇÃO. O ato de deturpar o sistema ou membros dele utilizando chantagem, suborno e outros métodos ilegais para obter vantagens sobre os outros. Impossível para membros do partido PSL.
CRIANÇA. Ser-humano de pouca idade que pode ser achincalhado ou protegido de acordo com a utilidade argumentativa atual. O período definido como "criança" no desenvolvimento humano também pode variar de acordo com essa utilidade.
CULTURA POPULAR. Arte de pouca ou nenhuma qualidade e importância; coisa de pobre.
DEMOCRACIA. Regime de governo corrupto que só beneficia a classe política em detrimento da família, da tradição e da propriedade.
DESEMPREGO. Opção de quem não gosta de trabalhar ou não possui a competência e a qualificação exigidas pelo mercado.
DIREITOS HUMANOS. Organização de esquerda criada para defender criminosos e vagabundos de toda sorte.
DITADURA MILITAR. Suposto período histórico que teria vigorado no Brasil de 1964 a 1985. O mito da ditadura foi inventado por professores de esquerda com o objetivo de desqualificar o governo de militares abnegados e honestos que livraram o Brasil do comunismo.
EDUCAÇÃO SEXUAL. Disciplina escolar criada por professores esquerdistas para ensinar pornografia às crianças, minando assim os valores da família cristã. Tal disciplina estava contida no famigerado kit gay (que o educador Paulo Freire escreveu a pedido do ministro Fernando Haddad durante o governo Lula e que vinha sendo distribuído nas escolas brasileiras).
ELEIÇÕES. Processo de escolha de representantes para cargos políticos atingido através da coleta de votos que é considerado fraude se o indivíduo eleito não pertencer ao seu lado do espectro político.
EMPRESÁRIO. Único profissional responsável pelo desenvolvimento do país, apesar de massacrado pelos impostos do Estado e tolhido pelos direitos trabalhistas.
ESQUERDISTA. O mesmo que petista.
ESTADOS UNIDOS. País exemplar para onde todos os brasileiros querem se mudar um dia. Terra da liberdade em que as leis funcionam e a segurança impera porque os cidadãos de bem podem andar armados.
ESTUDANTE. Jovem maconheiro facilmente influenciável por ideias de esquerda.
EVANGELISMO. A única verdadeira religião nascida das religiões abrâamicas, do qual provém toda a moral e ética utilizados no mundo ocidental. Qualquer outra sociedade intocada pelo evangelismo é selvagem, inculta, incapaz e crassa.
FEMINISTA. Mulher que não gosta de homem e não depila as axilas.
FILOSOFIA. Competência acadêmica que visa analisar o comportamento humano e é paradoxalmente relevante e irrelevante dependendo do indivíduo que a pratica e sua disposição política (ex. Olavo de Carvalho).
FILÓSOFO. Tipo de pensador inexistente no Brasil, dada a nossa incapacidade de produzir reflexões profundas (OBS: Olavo de Carvalho é uma exceção, podendo ser considerado o único filósofo brasileiro, entre vivos e mortos).
FUNCIONÁRIO PÚBLICO. Pessoa ociosa sustentada pelo dinheiro dos nossos impostos para jogar paciência ou tomar cafezinho em repartições públicas decrépitas e sem muita utilidade.
GAY. Pederasta depravado; bicha louca; pedófilo; indivíduo pervertido que ainda não aceitou Jesus.
IDEOLOGIA. Qualquer conjunto de ideias que possam ser categorizadas como pertencentes à "esquerda" do espectro político.
IMIGRANTE. Pessoa estrangeira de má índole, proveniente de países do Terceiro Mundo, que vem ao Brasil para tirar o emprego de brasileiros e estuprar as mulheres (OBS: Não se enquadram nessa classificação imigrantes de pele clara e olhos azuis provenientes de países europeus como Itália e Alemanha).
IMPRENSA. Designação coletiva dos veículos de comunicação controlados pela União Soviética e dominados pela ideologia marxista-leninista de seus funcionários.
INDÍGENA. Pessoa que ocupa grandes porções de terra sem pagar impostos, sem trabalhar e sem gerar receita ao Estado. Diz-se também do brasileiro que se aproveita de sua aparência física para requisitar o direito a territórios que, por direito, deveriam pertencer ao agronegócio.
LEI ROUANET. Bolsa família para artistas que visa financiar o estilo inebriado e vadio de vida dos mesmos.
MACUMBEIRO. Pessoa adepta de seitas como candomblé e umbanda, que cultuam demônios e praticam a magia negra e o sacrifício de animais e seres humanos.
MANIFESTAÇÃO POLÍTICA. O mesmo que baderna (OBS: A exceção fica por conta das manifestações de classe média que pedem intervenção militar, feitas geralmente aos domingos e compostas por famílias vestidas em camisas amarelas e portando bandeirinhas do Brasil como prova inequívoca de seu patriotismo).
MEME. Informativo digital encompassando a completude de qualquer assunto com total transparência e honestidade.
MOVIMENTO NEGRO. Organização formada por pessoas (de cor) ressentidas que se dedicam a promover o racismo reverso na sociedade; grupo de pessoas (de cor) que não se colocam em seu devido lugar.
MUSEU. Local geralmente público e entulhado de velharias inúteis que não interessam a ninguém.
NAZISTA. O mesmo que esquerdista.
NORDESTINO. Brasileiro nascido ou residente na região nordeste do país e dotado de pouca inteligência, bem como de pouca inclinação ao trabalho. Não obstante, apresenta tendências esquerdistas na política..
OLAVO DE CARVALHO. Gênio da política e filosofia cujo arcabouço teórico não pode ser contido. Para cada argumento que ele usa é necessário ler toda a sua obra, independente da sua relação com o assunto em debate, pois dela advém todo detalhamento objetivo do tecido da realidade.
PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT). Organização criminosa criada exclusivamente para dilapidar os cofres públicos e instaurar o socialismo no Brasil.
PATRIOTA. Aquele que apoia a privatização ou a venda de empresas estatais e de riquezas naturais para grupos estrangeiros.
PETISTA. O mesmo que comunista.
POBRE. Pessoa que não se esforçou o bastante; vagabundo; procrastinador.
POLÍTICA. Assunto de pouca importância que pode ser aprendido rapidamente com canais de Youtube e resolvido com memes através de redes sociais.
POLITICAMENTE CORRETO. Designa a conduta criada pela patrulha de esquerda para coagir e constranger pessoas espontâneas que falam o que todo mundo pensa mas não têm coragem de verbalizar.
PROFESSOR. Doutrinador comunista que promove greves e surubas em horário de trabalho.
SINDICATO. Grupelho de pessoas desocupadas que usa os trabalhadores como massa de manobra para beneficiar eleitoralmente os partidos de esquerda.
SOCIALISMO. O mesmo que comunismo.
TRABALHO ESCRAVO. Lenda urbana inventada pela esquerda com o intuito de prejudicar a imagem de empresários sérios e honestos; todo tipo de trabalho que um esquerdista se recusa a fazer.
UNIVERSIDADE PÚBLICA. Local de balbúrdia onde as pessoas andam nuas, consomem drogas e se deixam manipular por doutrinadores de esquerda.
VENEZUELA. O inferno na Terra. Uma espécie de Cuba com petróleo. Uma Coreia do Norte com belas candidatas a Miss Universo. República de bananas comandada por uma ditadura sanguinária financiada pela União Soviética e pelas verbas do BNDES durante o regime lulopetista.
Edit: Coloquei em ordem alfabética agora, acho que fica um pouco mais claro. Adicionei os termos que o u/throwawaymaximum99 redigiu e coloquei algumas outras que a u/helgafeelings sugeriu. :)
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2019.02.19 16:47 JorgeAmVF 1ª compilação com 503 subreddits tabelados em fevereiro de 2019

Subreddits

nome descrição abreviada membros
1 091Para "Comunidade de Belém do Pará" 12
2 a7arte "Cinema e TV, filmes e séries, notícias e avaliações a filmes" 729
3 AdrianaLima 5871
4 AJS_BR "O objetivo deste subreddit é debater de maneira saudável, respeitando os indivíduos e a liberdade de expressão e pensamento, os problemas advindos dos movimentos caracterizados como Justiceiros Sociais" 274
5 Ajuda "Obtenha ajuda em português, com assuntos relacionados a reddit.com" 5
6 AjudaBrasil "AjudaBrasil, é um subreddit onde você vai tirar suas dúvidas relacionadas ao reddit.com" 151
7 AlessandraAmbrosio 5529
8 Algarve 373
9 AllTuga "Jull chill no subreddit de tugas, faz o que quiseres aqui é anarquia ahhaha welcome" 30
10 AnaBeatrizBarros 442
11 AnarquismoBrasil "Esse fórum é dedicado a discussões sobre a teoria e prática anarquistas, sua história e desenvolvimento, assim como a interação entre anarquistas, aliados e visitantes que desejam conhecer mais sobre o movimento" 83
12 Angola "Debates sobre qualquer coisa que envolva Angola" 406
13 animebrasil "Um sub em português para os fãs de anime, mangá e cultura pop japonesa num geral" 865
14 animeportugal "Subreddit sobre anime e manga" 250
15 Anitta 152
16 AplicacoesUteis "Sites com informações relevantes, ferramentas ou aplicações em geral" 2
17 arco_iris "Esse subreddit se dedica à população LGBTQ+ de lingua portuguesa" 994
18 Arrependinaro "É melhor jair se arrependendo" 1609
19 artebrasileira "O melhor da arte nacional" 652
20 artept "Fotos e comentario sobre: azulejos metalurgia arquitectura tradicional portuguesa" 14
21 askgaytugas "Inspirado no askgaybros surge o askgaytugas, um local onde o grupo LGBTQ+ tuga pode vir partilhar os seus devaneios, piadas, questões, problemas, etc" 94
22 ateismo_br "Um subreddit para os ateus do Brasil poderem divulgar informações e conteúdo" 125
23 ateismobr 24
24 aveiro 367
25 azores 1224
26 bahia "Subreddit dedicado ao Estado da Bahia" 66
27 barba "Tudo sobre barbas e relacionados, barbudos e barbudetes são bem vindos" 6
28 basquete "Conteúdo e notícias sobre ligas oficiais como NBA e CBL" 5
29 batebola "Um lugar para discutir futebol brasileiro" 13
30 batepapo 416
31 Beja "Tudo de interesse em Beja" 30
32 belempa "Redditors de Belém" 40
33 BeloHorizonte 338
34 benfica "Casa do Sport Lisboa e Benfica, 'O Glorioso', no Reddit" 4785
35 bestofbrasil "Uma lista dos melhores comentários em português do Reddit" 226
36 bicicleta 4
37 bicicletariodejaneiro "Um subreddit para o pessoal de 021 conversar de bicicleta, rotas, bicicletaria, ciclovias, proteção, mecânica etc" 5
38 BigBrotherBrasil1
39 Bissau 11
40 bitcoinportugal "Espaço partilha de informação e discussão sobre Bitcoins & Criptomoedas" 204
41 BitoqueCaralho "Se têm um prato de culinária Portuguesa (de Portugal ou qualquer outro), feitos pela vossa avózinha (abençoada) ou algo que inventaram, partilhem" 557
42 boanoite 20
43 bolha "Não somos nem de esquerda nem de direita, somos a favor da liberdade de expressão e contra o discurso de ódio" 287
44 bolsa "Notícias automáticas em Português ou Inglês" 127
45 bolsadevalores "Aprenda a investir na bolsa de valores, traçando o melhor investimento, as melhores opções do mercado com base na análise técnica e fundamentalista" 94
46 bolsocriticabolso "Tipo o TrumpCriticizesTrump, só que da família Bolsonaro" 18
47 Bolsonaro Subreddit de apoio e apreciação à Família Bolsonaro 1701
48 BolsonaroVsBolsonaro "Subreddit para colecionar momentos de hipocrisia de Jair Bolsonaro" 961
49 bomdia 17
50 bomdiagrupo "Um subreddit dedicado a fazer sátiras às mensagens de bom dia do ZAPZAP" 9
51 botafogo 84
52 BR_Events 39
53 br4r "Seja uma pegação leve, um encontro casual, um amigo com benefícios, namoro, casamento, ou apenas uma amizade, este é o subreddit para brasileiros que querem uma companhia" 186
54 braga 399
55 brasil "A casa dos brasileiros no Reddit" 217150
56 brasil_anarquia "Subreddit brasileiro LIVRE, sem tiranias nem censuras politicas presentes em certos subreddits" 52
57 brasil_drama "O lugar para falar sobre brigas, acontecimentos dramáticos e comentários de outros subreddits brasileiros" 2502
58 Brasil_PPG "Neste subreddit você poderá encontrar pessoas para jogar este jogo, basta criacomentar em um post" 27
59 Brasil_reflexivo "Este subreddit é dedicado ao compartilhamento e, ocasionalmente, discussão de material que provoca interesse e reflexão" 32
60 BRASIL_XXX "BRASIL XXX PORNO BRASILEIRO GRATIS SEXO GRATIS VIDEOS PORNO ,NOVINHAS ,AMADOR" 1111
61 brasil10 172
62 brasil2 "Esse reddit agora é sua tumba cibernética, ao aguardo da ressureição de nosso lord, no terceiro dia" 432
63 brasil420 "Pra galerinha do bem q n quer brasil nem brasil2, só quer discutir coisa boa e matar a larica" 190
64 BrasilAnarchy "Regras: Não há regras" 49
65 Brasilandia "Brasilandia é um subreddit criado para que todos os Brasileiros Brasileiras, pessoas do Brasil, no Brazil e etc possam conversar livremente" 47
66 Brasilball "Um subreddit ao estilo Polandball" 999
67 BrasilBitcoin "Tudo sobre Bitcoin aqui e no mundo" 1871
68 BrasilBItcoinOTC "Balcão de anuncios de Bitcoin" 27
69 BRASILCARALHO 41
70 brasildemocratico 31
71 BrasildoB "Subreddit dos maconheiros, homossexuais, comunistas, beneficiários do Bolsa Família e universitários" 4771
72 Brasileiras 40
73 Brasileirinhas "Aqui nós falamos sobre mulheres brasileiras de dimensões reduzidas" 40
74 Brasileiros 13
75 brasileirosIlustres "Sub para demonstrar personagens importantes e marcantes da história do Brasil" 7
76 brasileirosnoreddit 14
77 brasilethereum 15
78 brasilfeliz "O mundo não se resume a esquerda e direita" 7
79 BrasilFilmes "Compartilhe aqui links para assistir filmes online" 16
80 BrasilGamerPRO "Use este espaço para divulgar suas live stream/vídeos" 42
81 brasilgonewild "Simples, envie suas fotos, preze pela sua privacidade não mostrando seu rosto, e aguarde os comentários" 62
82 brasilgw "Agora um subreddit pra exibir as curvas brasileiras" 83
83 brasilia "Brasília, a capital federal do Brasil" 570
84 BrasiliansGoneWild 243
85 brasilisarb "Um sub desenhado para agradar um público-alvo completamente oposto ao brasil" 245
86 brasilivre "Subreddit brasileiro livre de todo tipo de censura" 10048
87 Brasilivrelivre 71
88 BrasilivrelivreFinal "A comunidade feita para aqueles que se cansaram da censura dos outros Subreddits brasileiros" 41
89 brasilN "Subreddit de testes" 21
90 brasilnews "Reddit com notícias importantes sobre o Brasil" 28
91 brasilnoticias "Reddit voltado para notícias exclusivas do Brasil" 274
92 BrasilOnReddit 3788
93 brasilpics "Comunidade para compartilhar e apreciar paisagens urbanas e naturais do Brasil" 429
94 brasilpolitica "Política no Brasil" 100
95 BrasilPorra 25
96 brasilpqp 14
97 BrasilRoyale "É o primeiro subreddit brasileiro de Battle Roayle ideológico" 17
98 BrasilRPG "É uma comunidade voltada para jogadores, mestres, fãs e criadores de conteúdo em RPGs (Role Playing Games) em português" 49
99 brasilsemfrescura "Aqui você pode falar o que quiser" 18
100 BrasilSimulator "Inspirado no SubredditSimulator, o Brasil Simulator cria um ambiente onde bots interagem criando posts e comentários a partir de uma cadeia de Markov treinada com posts de subs brasileiros" 185
101 brasilx 1
102 brasilxxx 12
103 Bratugal "Por causa dos: NewZanada Ameristralia" 92
104 Brazil "Este sub se mudou para o brasil" 8973
105 brazil_tech_expats "Um lugar para juntar os brasileiros da área de tecnologia que estão espalhados por esse mundão de Deus e uns tantos outros que querem saber mais sobre como é viver e trabalhar fora" 13
106 brazil_vs_argentina 176
107 Brazilerias 40
108 BrazilGirlsOnTV "Brazil Girls on TV" 277
109 brazilhotties 294
110 BrazilianArchitecture 195
111 BrazilianBabes 11546
112 brazilianfartporn 56
113 braziliangoddesses 370
114 BrazilianGP2018lives 197
115 brazilianjiujitsu 2193
116 brazilianmalemodel 420
117 brazilianmusic "Musica do Brasil" 3119
118 brazilians 2651
119 brazilianwhores 241
120 BrazilistheWorst 64
121 BrazilOpenSource "Brazil Open Source é a comunidade brasileira para os amantes da filosofia Open Source e Software Livre" 364
122 BrazilorRussia 57
123 braziltourism 82
124 BrazilVapor 12
125 BrazilvsMexicoLives 97
126 brazucas "O Brazuca's existe desde 2006, sempre focado em dar a melhor experiência para os jogadores" 30
127 brdev "Sub em Português dedicado a T.I., desenvolvimento e engenharia software em geral" 969
128 BrDevelopers "O subreddit para os brasileiros que gostam de programação" 123
129 brengracado "Equivalente ao funny mas para postagens em pt-br" 101
130 Brinquedos "Brinquedos antigos, novos, criativos, originais" 1
131 BRSExplica "Um casal que explica coisas na Internet" 150
132 brugal "Aqui é um lugar para postar, ou achar dicas que irão te ajudar a ser mais econômico no dia-a-dia" 196
133 brvideos "Vídeos com idioma em pt-br vamos nos ajudar, poste mesmo se estiver vazio" 72
134 CaboVerde 46
135 cachaca "Se sente livre a postar qualquer coisa relacionada a cachaça" 38
136 CaldoVerde "Como o trees mas com mais vinho tinto e bigode" 68
137 camara 2
138 campismo "Permitidas apenas publicações relacionadas ao campismo, campings, equipamentos, fotos e videos" 2
139 CampoGrande "Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil" 37
140 CapeVerde "A subreddit for links and discussion related to Cape Verde" 280
141 capeverdeancreole 18
142 Carioca "Brasil, Rio de Janeiro, São Paulo, a civilização, a arte, desporto, cultura, futebol, praias, sol, políticos, sociais, clubes, bares, restaurantes, alimentos, medicamentos, educação, governo, instituições, de carnaval, o parlamento, cinemas, teatros , Religião, fé, lindas garotas" 130
143 carreiras "Este sub é voltado para pessoas que não sabem qual curso superior escolher, qual carreira escolher, ou que querem opiniões sobre possíveis novos rumos para uma carreira já existente" 49
144 carros "Bem vindo ao carros, o subreddit dedicado para discussões, notícias, fotos, vídeos ou qualquer assunto relacionado a automóveis e nossa paixão por estas maquinas do asfalto" 33
145 CartoeseClubes "Neste sub compartilharemos informações sobre cartões de crédito e seus benefícios (salas VIP, seguros, pontos etc.) e de clubes de fidelidade (Multiplus, Livelo, KM de Vantagens dentre outros)" 324
146 cascavel "Subreddit da cidade de Cascavel - Paraná" 7
147 casos_isolados 54
148 castelobranco "castelobranco, para os albicastrenses de gema" 52
149 catioros_inspiradores "O melhor subreddit para você postar imagens de catioros sensacionalmente incríveis, sempre com as melhores frases possíveis para a alegria geral da comunidade" 32
150 ccportugal "Reddit sobre a planta cannabis sativa e suas variantes, informações sobre a planta, estudos científicos, activismo, legalização, vantagens da legalização e tributação (aplicação de impostos), comunidade canábica em Portugal" 121
151 Ceara "É quente" 31
152 celebridades "O fantástico mundo das celebridades" 3
153 CelebsBR "Imagens de celebridades brasileiras" 20662
154 cellbit "Enigmas" 1428
155 cerveja "Criado para assuntos relacionados a cerveja" 36
156 cerveja_artesanal "Uma comunidade para os amantes e produtores de cerveja artesanal" 20
157 Chapecoense 310
158 chapeubranco "Discussão sobre privacidade e segurança online em português" 761
159 chapolin "Reddit para fãs do maior herói do mundo" 3
160 chaves "Reddit para fãs do Chaves" 11
161 ChoquedeCultura "Achou que não ia ter subreddit de Choque de Cultura" 115
162 chorinho 4
163 cienciabrasil 18
164 cienciadedados "Fórum de discussão e aprendizado de Ciência de Dados no contexto do Brasil" 37
165 ciencias "Notícias, Avanços Científicos, Informações e Curiosidades em um subreddit no nosso idioma" 563
166 CienciaSemFronteiras "Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional" 150
167 cienciatododia "Reddit oficial do canal e página 'Ciência Todo Dia'" 65
168 CinemaBrasil "Sub brasileiro sobre cinema em geral" 198
169 CintiaDicker 945
170 circojeca "Igual se o circlejerk fosse uma comunidade do orkut" 7323
171 circojeca2 10
172 Coimbra "Tudo sobre e para a cidade dos estudantes e não só" 800
173 ComidasFeia 2
174 Comunismo 314
175 concursospublicos "Novidades sobre concursos públicos no Brasil" 625
176 conselho_amoroso "Um género de versão portuguesa do relationship_advice" 16
177 ConselhosLegais "Um lugar para perguntas questões legais simples" 607
178 conservadorismo "Comunidade de conservadores brasileiros no reddit" 141
179 Contos "Publicação de todo tipo de Conto" 6
180 copiaEcola "Comunidade dedicada a arquivar copypasta em português" 12
181 Copicola "Para copicolas" 57
182 Corinthians "Subreddit para o time brasileiro com mais torcedores no país" 593
183 corretagem 4
184 Corrida "Levanta a bunda gorda da cadeira e vai correr" 18
185 CozinhaPortuguesa "Um sub dedicado à cozinha portuguesa para inspirar, aprender a cozinhar, experimentar ideias novas e descobrir pratos saborosos, rápidos e saudáveis" 200
186 craftmybox "O CraftMyBox ajuda você a montar seu novo PC: escolha as peças que são compatíveis e com os melhores preços do Brasil" 296
187 CriativosdePortugal "Trabalhos, noticias e artigos relacionados com arte e cultura" 105
188 Criciuma "Subreddit para criciumenses e região" 39
189 Cruzeiro "Este é o lugar para os fãs de Cruzeiro" 181
190 CryptoPortugal 489
191 CSGO_Brasil "Esse subreddit foi criado com a intenção de termos uma comunidade ativa de CS:GO brasileira aqui no reddit" 47
192 Cultura "A casa do Clube do Livro e do Clube do Filme" 515
193 curitiba "Subreddit sobre tudo relacionado à cidade de Curitiba" 732
194 Curtas "Filmes com duração de até 30 minutos, de intenção estética, informativa, educacional ou publicitária" 2
195 desabafo 32
196 desabafos "Comunidade para quem quer desabafar" 5097
197 desporto "Tudo sobre o desporto" 74
198 devpt "Subreddit dedicado a todos os developers em Portugal" 838
199 Dicionario "Sub dedicado às palavras e seus significados" 2
200 Dinossauros "Somente Dinosauros" 2
201 DireitaDoBrasil "Subreddit destinado a brasileiros que são favoráveis a direita política" 8
202 direito "Comunidade sobre Direito, para todos de língua portuguesa" 951
203 DireitosDigitais 27
204 direitosdoshomens "Advogando pela igualdade social e legal de homens e rapazes desde 2015" 131
205 DiretoDoZapZap "As 'melhores' ''piadas'' dos Grupos de zapzap da vida" 5430
206 Documentarios "Postagens de filmes não-ficcionais via sites de vídeo legais, notícias, trailers e tudo que for relacionado a documentários, seja com compromisso total ou parcial com a realidade" 5
207 Dota2BRa 21
208 Dota2Brasil "Comunidade Brasileira do Dota 2" 220
209 DrogasBrasil "Nos fundamos na necessidade do uso consciente das drogas para que possa coexistir com a saúde, evitando abusos e mortes" 288
210 educacaofinanceira "Finanças Pessoais, Empresariais, Investimento entre outros" 64
211 EmPortugues "Coleção de subs que utilizam o português como idioma principal no Reddit" 30
212 empreendedorismo "A procura de sócios e projetos" 65
213 empregos "Encontre oportunidades de trabalho em todo o Brasil" 55
214 enem "Discuta sobre o Enem aqui" 36
215 equatorial_guinea 13
216 EquatorialGuinea 37
217 Eristocracia "Cada homem, mulher e criança é um papa" 10
218 Escalada "SubReddit de escalada no Brasil" 60
219 Escola_Austriaca "Comunidade criada com o objetivo de discutir artigos,livros,notícias e questões sob a ótica austríaca" 31
220 escrevasobre "Versão em português do writingprompts" 386
221 escrita "Um espaço para o convívio entre escritores e aspirantes, e a partilha de textos originais em prosa ou poesia" 303
222 EscritoresBrasil "Um espaço amigável para escritores que querem divulgar seus trabalhos, pedir conselhos e feedbacks, ou que se interessa a ler contos de outros users" 553
223 Espiritismo 68
224 EspiritoSanto "Tudo sobre o Estado do Espírito Santo, Brasil" 35
225 EsporteClubeBahia "O SubReddit do Maior Clube do Nordeste" 27
226 esquerda 30
227 estacionamento "Fotos de estacionamentos feitos por digníssimos conterrâneos, que por falta de tempo ou de inteligência complicam a vida ao seu semelhante numa total falta de respeito pelas mais elementares regras de urbanidade" 159
228 EstadoNovo "Estado Novo Regime" 26
229 estudiodobrasil "Um espaço para brasileiros fotógrafos e cinegrafistas compartilharem seus trabalhos e conhecimentos" 111
230 eu_nvr "Selfies da alma" 5014
231 EuTireiUmaFoto "Comunidade para amantes da fotografia, em português" 120
232 fado 157
233 farialimabets "Subdesenvolvimento, agora também no mercado financeiro" 267
234 faustao "Um lugar para todos os amantes das palhaçadas do Faustão" 5
235 favela 8
236 fazdeconta 1
237 fazeramigos "Um subreddit onde o interesse comum é fazer amigos em Portugal" 455
238 fcporto 1944
239 FCT "Bem-vindos ao subreddit da FCT, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, situada no Campus da Caparica" 297
240 feijoada 59
241 Feminismo "Poste qualquer conteúdo contra feminismo e justiça social com áudio de preferencia em português/inglês ou com legendas" 41
242 Festas 2
243 filmes "Comunidade dedicado aos fãs de cinema para discussões sobre filmes, séries e afins" 303
244 filmes_e_series "Dê sua opinião sobre filmes e séries" 15
245 filmeseseries "Comunidade brasileira focada na discussão sobre filmes e séries" 521
246 Filosofia "Reddit voltado às discussões filosóficas" 431
247 FilosofiaBR "Aqui é o subreddit para filosofia" 38
248 Filosofias "Este é um espaço livre dedicado à filosofia" 53
249 financaspessoaispt "Um lugar para falar de dinheiro, especialmente para residentes em Portugal" 993
250 fintas "Um lugar para discussão sobre Futebol sem qualquer tipo de restrição" 77
251 FixeeTuga "Subreddit para partilhar cenas que sao fixes e portuguesas" 5
252 Flamengo "SubReddit dedicado ao Flamengo e à maior torcida do Mundo" 820
253 florianopolis 69
254 floripa "Comunidade para os que residem e os que gostam de Florianópolis/SC - Brasil" 38
255 Fluminense "Torcida pó de arroz, estamos no nense" 58
256 foradecasa "Aqui é onde aqueles que emigraram, os que desejam emigrar ou até mesmo aqueles que já voltaram para casa se reunem para trocar informações" 1590
257 Fortaleza "Se você é de Fortaleza ou pretende visitar a cidade, junte-se à comunidade e escreva uma nova mensagem" 154
258 FortalezaEC "Aqui é um reddit que fala sobre o Campeão Brasileiro de 2018,seus resultados e suas curiosidades" 27
259 francesinhas "Tudo sobre francesinhas, fotos, receitas, dicas" 375
260 funana 35
261 FunkCarioca "Juntando todas as vertentes do funk num lugar só" 2
262 Furacao "Subreddit direcionado para todos os torcedores e fãs do Clube Atlético Paranaense" 42
263 futebol "Bem-vindo ao subreddit oficial do futebol brasileiro" 5127
264 futebolbrasileiro "Aqui nós discutimos sobre o futebol brasileiro, competições, times e jogadores" 312
265 futebolnacional "Subreddit onde se irá debater acerca dos jogos e dos clubes de futebol portugueses, em competições nacionais e internacionais" 24
266 futebolpt "Subreddit sobre tudo Futebol em Portugal" 33
267 g1comments "Achou aquele comentário relacionando o final da novela das 8 ao vice-presidente do PT no melhor estilo 'raciocínio do G1'" 1222
268 Galicia 459
269 Galo 110
270 Gambiarra "Faça você mesmo" 2700
271 Gamebiters "Sub-reddit oficial do Gamebiters" 1
272 gamesEcultura "Um lugar para discutir a cultura que a gente consome, com ênfase no videogame" 5194
273 gamingportugal "Um subreddit feito para a discussão de videojogos e da sua comunidade em Portugal" 799
274 GiseleBundchen 1810
275 globo "Subreddit para notícias e conversas relacionadas ao canal brasileiro Rede Globo de Televisão e canais derivados" 48
276 goiania 50
277 Goias 15
278 gonewildBR 101
279 gororoba "Pra quem perdia aula pra ver o Note e Anote" 467
280 gremio 418
281 GuineaBissau 54
282 GuineBissau "Tudo sobre a Guiné-Bissau" 25
283 hiphoptuga "Hip hop Português" 217
284 HistoriaEmPortugues "HistoriaEmPortugues é o lugar para lusófonos que apreciam história" 1050
285 historias_de_terror "Sub destinado à traduções de conteúdos e criação de conteúdos autorais (contos, histórias, relatos) de terror ou suspense em pt-br" 85
286 HojeEuAprendi "Hoje eu Aprendi (HEA)" 118
287 Idiomas "Essa é uma comunidade destinada a todos que tem interesse em idiomas" 416
288 ilhabela "Ilhabela, a capital da Vela" 12
289 ImagesOfBrazil 386
290 Imoveis "Notícias, informações e discussões sobre o mercado imobiliário brasileiro" 6
291 imperio "Subreddit para a discussão da restauração da Família Imperial Brasileira Orléans e Bragança" 11
292 InesperadoCu "Lugar para postar aqueles cus que não eram cus" 742
293 insonia "Contos de terror em português" 1
294 internacional "O sub do Clube do Povo" 160
295 InternetBrasil "Reunindo links e discussões sobre nossa amada rede em nosso amado país" 2398
296 investimentos "Primeiro subreddit em português dedicado a discutir tudo relacionado a dinheiro no Brasil" 6655
297 IST "Tudo sobre o nosso IST" 1103
298 ItHadToBeBrazil 16913
299 IzabelGoulart 693
300 JairSeArrependendo 7
301 jairsecorrompendo "Coleção de notícias de corrupção envolvendo o governo Bolsonaro" 159
302 jardim "Sub sobre Jardinagem e hortas" 192
303 jogatina "O Jogatina é o espaço dos falantes da língua portuguesa partilharem de uma paixão comum a todos, que são os jogos, seja postando notícias, fazendo reviews, divulgando seu trabalho, combinando partidas multiplayer, ou simplesmente jogando conversa fora" 1574
304 jogos "Discussão sobre jogos em português" 437
305 JogosBrasil "Grupo criado com o intuito de interagir e discutir sobre jogos em geral" 43
306 jornalismo "Referências sobre o jornalismo (não) praticado em Portugal" 50
307 Laranjao "Espaço para os cavalheiros (e damas*) do Laranjão discutirem as ironias da vida" 117
308 leagueoflegendsbrazil "Um subreddit para falarmos sobre o servidor brasileiro de LoL" 732
309 leiria "Espaço comum para Leirienses" 306
310 Lennado "Subreddit apenas para os fans do lennado, e que conspiram que ele vai ser o salvador do universo com seu poder" 12
311 LiberalismoSocial "Todos que queiram discutir civilizadamente sobre políticas e tópicos do ponto de vista do Liberalismo Social são bem vindos" 33
312 Libertarianismo "Do estado mínimo até ao anarco-capitalismo este é o espaço de discussão do libertarianismo em português" 425
313 linuxbrasil "Comunidade Brasileira do Linux" 514
314 lisboa "Tudo sobre a cidade das sete colinas: notícias, eventos, turismo, etc" 3931
315 Lisbon 490
316 literatura "Cada história, uma obra literária" 339
317 Livros "Discussões gerais sobre livros, leitura e literatura em língua portuguesa" 2013
318 lixo 1
319 Luanda 4
320 Lusitania 28
321 lutalivre "Subreddit sobre wrestling, em português" 112
322 Macau 1133
323 maceio 36
324 maconha "Sub-Reddit /trees da Comunidade Brasileira, em Português" 484
325 MadeInPortugal "O GoneWild Tuga, para todas as necessidades de encontrar o produto verdadeiramente português" 168
326 Madeira 541
327 Mamatas "Comunidade dedicada a reunir as principais 'mamatas' do Governo Bolsonaro" 112
328 mapas "Mapas de Portugal" 7
329 maputo 22
330 Maromba "A versão em português do fitness" 206
331 masqueporra "A sua coletânea das notícias e artigos do Brasil e do mundo que nos levam à questão: que porra" 457
332 medonho "Criado para compartilhar histórias de fantasmas, assombrações, avistamentos, fatos estranhos, malassombros, extraterrestres, ovnis, anomalias, lendas urbanas ou qualquer conteúdo que aterrorize o leitor" 7
333 MeirellesPresidente "Sub dedicado a apoiar a candidatura e eleição do nosso melhor brasileiro presidenciável" 45
334 MemesBrasil "Um subreddit inteiro dedicado para postagens de memes em português" 1458
335 MemesPortugal "Colecção de memes feitos a partir da cultura, historia e actualidade portuguesa" 914
336 MercadoDeCriptomoedas "Subreddit para notícias,artigos,discussões do mundo das criptomoedas" 1
337 MercadoViagens "Subreddit para notícias e anúncios relacionados a turismo" 48
338 merdasbrasildiz "Porque algumas coisas são boas demais para desaparecer do Reddit" 56
339 MetalLusitano "Espaço de divulgação do Heavy Metal Português" 36
340 mimimi 83
341 MinasGerais "Subreddit dedicado a cultura e turismo do estado de Minas Gerais" 122
342 Mindelo 15
343 Mocambique 13
344 Monarkia "Tragam suas guilhotinas" 1034
345 Monarquia "Monarquia é um subreddit dedicado aos assuntos relacionados à monarquia no Brasil" 114
346 motoca "Motoca é um subreddit que foi criado para unir brasileiros que possuem (ao menos) um interesse em comum: motociclismo" 136
347 Mozambique 311
348 mozambiquenews 18
349 mulheresbr "Sub feminino BR" 20
350 MulherMelancia 173
351 MUSICA 407
352 musicanova "Descoberta de música em língua portuguesa, de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, e outros" 1423
353 Musicas "Reddit para apresentação, divulgação e discussões sobre músicas em geral" 86
354 naoesensacionalista "Histórias absurdas e ridículas que não são do Sensacionalista" 629
355 NaoMortoAbraDentro "Versão brasileira do dontdeadopeninside" 52
356 nense "O Fluminense é o único time tricolor do mundo" 200
357 NerdPowerBR "Canal para reunir os Nerds do Brasil, para compartilharmos novidades e discutirmos no nosso próprio idioma, mostrando a força do NerdPower em nosso país" 470
358 niteroi "Subreddit para a cidade de Niterói-RJ, Brasil, conhecida popularmente como Cidade Sorriso, já figurou entre as 10 em qualidade de vida no país" 33
359 noticiasBizarras "Notícias no sense, bizarras, estranhas, diferentes, originais" 2
360 nspot "'Não seguro para o trabalho' vem do termo inglês Not Safe For Work (NSFW) e significa que aqui há conteúdo explícito" 371
361 O_PACOTE "Derivativo do THE_PACK" 914
362 oBitcoin 524
363 omecanismo 79
364 opendata_pt "Neste subreddit pode encontrar notícias e discussões relacionados com dados abertos em Portugal" 354
365 oporto 12
366 OuijaPortugues "Invoque os espíritos é tenha sua resposta definitiva pelo OuijaPortugues, uma versão adaptada à língua lusitana do AskOuija" 144
367 palmeiras "O subreddit do maior campeão do Brasil, a Sociedade Esportiva Palmeiras, e seus milhões de torcedores" 625
368 Parana "Subreddit sobre tudo relacionado ao Estado do Paraná" 157
369 PergunteReddit "Versão brasileira do AskReddit" 260
370 piadas 38
371 pirataria "Base de Dados do MAPiNET" 117
372 podcastbr "Um subreddit brasileiro dedicado ao mundo dos podcasts" 513
373 POESIA "Comunidade para todo conteúdo e discussão relativos à poesia em espanhol/castelhano ou português" 222
374 PokemonGOBrasil "Para jogadores de Pokemon Go no Brasil" 538
375 PokemonGoPortugal "Este é o subreddit da maior comunidade portuguesa de Pokemon Go" 149
376 PokemonGoTuga "Movemos-nos para pokemongoportugal" 88
377 PoliticaBR 54
378 politicabrasil "Sub para discussões políticas no Brasil" 43
379 PoliticaBrasileira "Vamos dialogar sobre política do Brasil" 156
380 politicaportuguesa "Portugal precisa de mais política, de mais debates e de mais opiniões" 312
381 porramauricio "Porra mauricio" 1674
382 porto 2445
383 portoalegre "Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre" 228
384 portugal "Um lugar para discutir apenas artigos relacionados com Portugal ou portugueses no mundo" 60689
385 portugal_economico 26
386 portugal2 586
387 PortugalACultivar 12
388 PORTUGALCARALHO "Subreddit dedicado ao país mais rico da Europa, e o glorioso império Portugues além mar" 10123
389 portugalcirclejerk "Juntos, satirizemos Portugal" 22
390 PortugalConspiracy 29
391 portugalfriends "Se tens falta de amigos e queres conheçer outro portugueses, procura aqui" 14
392 portugalgaming "Bem vindos ao Dominio Sagrado dos Jogos em Português" 63
393 PortugalGaymers "Grupo de Gaymers Portugueses" 55
394 PortugalGoneWild "Para quem conhece ou frequenta o sub gonewild e derivados, as regras são as mesmas" 2514
395 PortugalHive 29
396 Portugaliza "Subreddit para falar sobre Galiza, Portugal, a lusofonía, o reintegracionismo, etc" 14
397 PortugalLaFora "Sub dedicado a todos os emigrantes Portugueses espalhados pelo mundo" 760
398 PortugalMediaNews "Notícias dos meios de comunicação de Portugal" 22
399 portugalnews "Hub de notícias de Portugal" 627
400 PortugalNostalgia "O subreddit para recordar os velhos tempos: tv, cinema, sociedade, etc" 517
401 PortugalOnReddit 792
402 PortugalPics 1119
403 PortugalRPG "Subreddit para Jogadores em Portugal de Role-play de Mesa, tabuleiro e temas relacionados" 22
404 portugaltheman 5852
405 PortugalVegan 236
406 PortugalvsBelgium 17
407 PortuGIF "O local dos GIFs relacionados com Portugal" 259
408 portuguesas 210
409 portuguesbrasileiro "Qualquer coisa em português brasileiro menos spam" 31
410 Portuguese 9183
411 portuguese_tits 74
412 portuguesedoitbetter 26
413 PortugueseFeed 164
414 portuguesegirls 32
415 portugueseliga "Tudo sobre o Futebol Português, desde o Amador até ao Profissional, passando pelo Futsal, a Selecção Portuguesa de Futebol e todos os Tugas que representam o nosso país além fronteiras" 379
416 portuguesepals 19
417 PortuguesePICS "Partilhem fotos interessantes relacionadas com Portugal" 434
418 portugueseproblems 12
419 portugueses "O sub dos portugueses [sem censura]" 255
420 portuguesewaterdogs 74
421 Portusil "Por causa dos: NewZanada Ameristralia" 9
422 PrimeiraLiga "Esta comunidade é dedicada a notícias, resultados e discussão do futebol profissional português, nomeadamente acerca de toda e qualquer competição nacional, bem como acerca das instituições e pessoas que as compõem" 4785
423 PromosBR "Sub dedicado aos redditors brasileiros, para compartilharem promoções com outros usuários" 90
424 Psicanalise "Comunidade em Português de Psicanálise no Reddit" 196
425 punheteiros 15
426 putaria "Essa comunidade foi criada e é mantida exclusivamente para o compartilhamento de pornô e discussões de teor sexual" 1189
427 PutasEVinhoVerde "Só putas e o ocasional vinho verde" 4
428 RadioAmador "Um espaço para discutir e trocar informações sobre o radio amadorismo em Portugal" 40
429 rapidinhapoetica "Sub criado para textos curtos ou poesia escritos em português, sejam escritores profissionais, amadores, ou gente que só escreveu uma vez na vida mas gostou" 875
430 Recife 314
431 ReformaPolitica "Sub criado para discussao de propostas de reforma politica no Brasil" 27
432 ReiDoPaint "O nome é meramente ilustrativo, esse sub se dedica à batalhas e montagens com o PHOTOSHOP e similares" 32
433 restaurantes "Tens algo a dizer sobre um restaurante" 226
434 RevistaMariaResponde "Um sub para resolver problemas sentimentais" 233
435 Rio 19
436 rioave 20
437 riodejaneiro "A cidade maravilhosa" 1724
438 riograndedosul 396
439 rpg_brasil "Espaço brasileiro dedicado à discussão de Role-Playing Games (RPGs) nacionais e internacionais e assuntos pertinentes" 2011
440 salpicao 61
441 Salvador 49
442 samba 97
443 Sampa 2
444 SantaCatarina "Um lugar para compartilharmos notícias e debater assuntos que importem ao estado de Santa Catarina" 65
445 SantosFC 84
446 saopaulo "Subreddit dedicado ao Estado e a Cidade da Garoa: São Paulo" 3003
447 SaoPauloFC 23
448 SaoTomePrincipe 50
449 scbraga 61
450 seducaopt "Todos os conselhos, técnicas e ajuda na arte de sedução, em Portugal" 115
451 selecao 7
452 Semeando "Primeiro subreddit de plantas em português" 157
453 senado 2
454 Sergipe 11
455 Sertanejo 4
456 Setubal "Notícias de Setúbal" 129
457 SitesUteis "Aplicativos com funções úteis para o dia dia em geral" 1
458 Soberano "Maior subreddit sobre o São Paulo FC" 281
459 soccerCARALHO 41
460 solteafranga "Para Redditors que querem ser vistos" 615
461 somluso "Subreddit dedicado à discussão de musica em geral, com especial destaque para a música portuguesa" 1222
462 SPFC 103
463 Sporting 29
464 SportingCP "Tudo sobre o Sporting Clube de Portugal" 2658
465 sportrecife 27
466 standupbrasil "Espaço para brasileiros discutirem tudo sobre Stand Up Comedy" 26
467 SubredditsPortugueses "Um sub para partilhar e apresentar subreddits Portugueses" 17
468 TascaDoZe "Um local para beber um copo e conversar com os amigos em português" 87
469 territoriolivre "Espaço dedicado à cooperação e debate de ideias, projetos e propostas do Movimento Brasil Livre" 145
470 Timor "Timor Leste" 144
471 timorleste "Subreddit sobre Timor Leste" 43
472 TinderBR 690
473 tiodopave "Para as piadinhas feitas pelo seu tio gordo no churrasco da família" 6465
474 TiTiTi "Ok, Ok" 44
475 tuga4tuga "Versão portuguesa do DirtyR4R" 28
476 TuGaOwninG "Reddit aqui pra malta e pronto" 26
477 Tugasnuas "Reddit para postar tugas amadoras nuas, seminuas ou pouco vestidas" 31
478 turismobrasil "Links e discussões sobre viagens e turismo no Brasil" 72
479 ueee "Imagens que fazem você falar 'uéee'" 214
480 uerj "Universidade do Estado do Rio de Janeiro" 3
481 ufmg "Subreddit para alunos, ex-alunos, colaboradores e professores da Universidade Federal de Minas Gerais" 4
482 uminho "Subreddit da Academia e dos habitantes do Minho" 133
483 uporto "Grupo dedicado aos assuntos e notícias relevantes à comunidade da Universidade do Porto" 113
484 URSAL 410
485 USP "Subreddit criado para assuntos relacionados à Universidade de São Paulo, desde festas até protestos, palestras e o que o valha" 171
486 Vagas "Este é um sub focado em compartilhar vagas, relatar experiencias, dar dicas de processo seletivo e entre outros assuntos relacionados" 1386
487 valetudo 169
488 valetudointernacional 77
489 vasco "Sub para assuntos relacionados com o Club de Regatas Vasco da Gama" 170
490 veganismobrasil "Esse é o subreddit brasileiro sobre veganismo" 88
491 velhos_na_internet "Semelhante ao oldpeoplefacebook, mas em português" 114
492 vergonhaalheia "vergonhaalheia é o lugar para vídeos, imagens ou histórias de situações vergonhosas" 227
493 vergonhaalheira "Uma espécie de cringe para os falantes do português, porque há tanto recheio para essa chouriça" 555
494 Vestibular "Subreddit destinado aos jovens brasileiros que pretendem prestar o exame para entrar em universidades" 19
495 viana 85
496 VideosLegais "Vídeos legais, criativos, originais, diferentes" 1
497 vinho "Tudo sobre vinho Português" 83
498 VocePrefere "Popular jogo 'O que você prefere', onde são mostradas duas opções e deve-se escolher uma delas, com uma justificativa" 2
499 WackyZapZap "Um lugar pra postar imagens que saíram do ZapZap mas sofreram mutações" 124
500 wrestlingportugal "Um sub-reddit para os fãs de wrestling portugueses discutirem Professional Wreslting nacional e estrangeiro" 7
501 youtubebrasil "Um lugar para compartilhar e divulgar vídeos com qualquer conteúdo brasileiro" 313
502 ZeroQuatroMidia "Canal oficial para falar com quem curte os vídeos da ZeroQuatroMídia, ou só games em geral" 22
503 Zuera 17

Flairs

nome critério de marcação
ativo para subreddits com postagens regulares que não se encontram nas condições dos outros flairs
novo para subreddits criados recentemente, isto é, nos últimos 6 meses
reativado para subreddits que não estavam ativos ultimamente e voltaram a ter postagens regulares recentemente
inativo para subs em que a postagem mais recente já está trancada por ter sido feita há pelo menos 6 meses atrás
sem moderação para subreddits que não têm moderadores com conta ativa
internacional para subreddits sobre cultura de país lusófono, mas que não utiliza o idioma português e é voltado para público estrangeiro

Multireddits

novos
m/emportugues1
m/emportugues2
m/emportugues3
m/emportugues4
m/emportugues5
m/emportugues6

Novidades

Como as postagens no Reddit ficam abertas por 6 meses, a previsão é que esta postagem funcione dentro desse prazo para receber comentários caso haja interesse; quando a postagem fechar, uma nova postagem similar deve lançar novidades.
Peço a ajuda de vocês para manter o sub ativo a fim de motivar sua manutenção e também para auxiliar outros moderadores a manterem os subs que administram vivos já que parte considerável dos subs em português tendem à inatividade.
Assim, convido usuários e moderadores de outros subs e, principalmente, de subs novos e reativados a postar subs conforme o padrão adotado nas demais postagens, bastando: copiar e colar o link do sub, escrever a descrição abreviada, selecionar o flair adequado e pronto!
A intenção é que EmPortugues possa servir como newreddits, shamelessplug, NOTSONEWREDDITS, newsubreddits, promotereddit, freepromote e freeadvertising a fim de viabilizar subs em nosso idioma e para tomarmos conhecimento de novos subs lusófonos e afins já que não temos tanto espaço nos subs citados justamente pela barreira do idioma.
Quem tiver dúvidas ou quiser oferecer algum tipo de ajuda para levar este projeto adiante, basta responder à versão original desta postagem e eu agradeço pela cooperação de quem está lendo.
⟶ 2ª compilação com mais 494 subreddits tabelados em outubro de 2019
submitted by JorgeAmVF to EmPortugues [link] [comments]


2018.09.01 03:10 PrinceYann [Debate/Humor] Masturbação é Melhor que Mulheres!?

Este vídeo apresenta uma investigação cômica das vantagens do auto-serviço sobre o sexo. Transliteração do diálogo para pt_BR está abaixo. Se alguém se dispuser a criar legendas para o vídeo, agradecerei se disponibilizá-las publicamente.
Garota: Tu irás para a festa da Jennifer?
Garoto: Não, eu ficarei em casa e me masturbarei.
Garota: Mas todas as amigas dela do time de vôlei estarão lá.
Garoto: Eu sei, eu ficarei em casa e me masturbarei.
Garota: Tu não estás mais interessado em conhecer mulheres?
Garoto: Não, eu não estou mais interessado em conhecer mulheres.
Garota: Por que não?
Garoto: Porque eu tive uma epifania.
Garota: Que tipo de epifania?
Garoto: Eu percebi que masturbação é melhor que mulheres.
Garota: Masturbação é melhor que mulheres?
Garoto: Exatamente.
Garota: O que queres dizer?
Garoto: Eu quero dizer que homens gastam tempo com mulheres apenas porque eles querem ter sexo com elas, mas masturbação é melhor que sexo, então, não há mesmo qualquer razão para gastar qualquer tempo com mulheres.
Garota: Isso é simplesmente loucura.
Garoto: Obrigado, mas eu penso que tu apenas estás com medo do novo poder que eu descobri.
Garota: Por que tu pensas que masturbação é melhor que mulheres?
Garoto: Quando eu me masturbo, as mulheres têm melhor aparência; elas fazem tudo que eu quero; eu posso ter quantas parceiras eu quiser; eu não sinto nem um pouco de inibição ou insegurança; não importa quais loucuras eu faça, não há risco de doenças ou gravidez; eu não tenho de provar qualquer coisa desagradável; ocorre por exatamente quanto tempo eu quiser; quando acaba, eu tenho a liberdade de fazer o que quer que eu queira e não me custa um único centavo.
Garota: Eu tenho de admitir, isso soa muito bom.
Garoto: Sim, o caso é muito convincente.
Garota: Mas há um óbvio problema com essas mulheres fantasiosas, elas não são reais.
Garoto: Eu sei, essa é a melhor parte.
Garota: O que queres dizer?
Garoto: Veja desta forma, elas não gastam todo meu dinheiro e depois dizem-me que não sou generoso bastante; elas não me perturbam tanto que eu preciso escapar para longe e então me perturbam mais, pois eu não passo tempo bastante com elas; elas não me contam um monte de mentiras e então ficam com raiva por eu não confiar nelas; elas nunca têm um ataque nervoso; elas não me dizem que estão entediadas com o sexo e depois olham para mim como se eu fosse um pervertido quando eu tento algo novo; elas estão prontas no mesmo instante em que estou pronto, elas não me fazem sair com suas amigas e com seus namorados e noivos, elas não me perguntam se elas parecem gordas, pois elas não parecem gordas.
Garota: Terminaste?
Garoto: Não mesmo, mas posso ver que já ouviste mais que o suficiente.
Garota: O que tens a dizer sobre a conexão emocional?
Garoto: Estás se referindo ao sentimento constante de irritação e repulsa?
Garota: Não, estou falando de amor, companheirismo e suporte mútuo.
Garoto: Deixe me colocar desta forma. Se tu colocas uma corrente e uma bola ao redor do tornozelo de um prisioneiro e ele cai de amores pela corrente e bola, por ele ter se convencido de que colocar seu pênis na bola é melhor que se masturbar, tu dirias que ele está aproveitando companheirismo e suporte mútuo ou que ele precisa de atendimento médico urgente?
Garota: Eu penso que estás apenas distorcendo as coisas.
Garoto: Obrigado, mas eu penso que tu apenas estás com medo do novo poder que eu descobri.
Garota: Parece-me que tens muita raiva não liberada.
Garoto: Talvez, mas não se preocupe, eu me sentirei melhor logo. Estou planejando me masturbar assim que sairés.
Garota: Que desagradável! Se estás com tanta pressa, talvez eu deva simplesmente ir embora.
Garoto: Não há pressa, outro benefício da masturbação é que ela me dá o benefício de escolher meus próprios horários.
Garota: Eu devo admitir, tu estás começando a me persuadir de um modo muito assustador. Mas, de acordo com tua teoria, meu namorado preferiria se masturbar a ter sexo comigo.
Garoto: Sim, isso está correto.
Garota: Eu penso que estás errado.
Garoto: Por quanto tempo estais juntos?
Garota: Por pouco mais de um ano.
Garoto: Então ele prefere se masturbar a fazer sexo contigo.
Garota: Como podes estar tão certo disso?
Garoto: Tu nunca se perguntaste o porquê de ele querer que tu tomes banho primeiro pela manhã?
Garota: Estás sugerindo que ele está se masturbando enquanto eu estou no banho?
Garoto: Estou garantindo.
Garota: Eu não acredito em ti.
Garoto: Então, algum dia, quando estiveres no banho, tu deverias colocar tua cabeça pela porta e assisti-lo fingir desengonçadamente que está procurando pelo controle remoto.
Garota: E é por isso que ele quer que eu tome banho primeiro?
Garoto: Sim.
Garota: Eu pensei que ele estava apenas sendo cortês.
Garoto: Ele estava, apenas não para ti.
Garota: Por que ele iria se masturbar, sendo que eu estou disposta a fazer sexo com ele?
Garoto: Exatamente.
Garota: Estás me deprimindo para valer.
Garoto: E isso não é o pior.
Garota: Queres dizer que há mais?
Garoto: Na maior parte do tempo, quando vós estais juntos, ele está esperando que saias para que ele possa se masturbar.
Garota: Eu penso que ouvi bastante.
Garoto: Quando ele diz que está muito cansado para ter sexo contigo, geralmente significa que ele já se masturbou e não pensa que consegue ficar excitado novamente.
Garota: Por favor, cale-se.
Garoto: Ele nunca pensa em ti quando ele se masturba.
Garota: Por favor, por favor, cale-se.
Garoto: Desculpe-me, eu fui carregado pelo rio da verdade.
Garota: Então tu irás apenas ficar em casa e totalmente sozinho.
Garoto: Sim, eu ficarei em casa, totalmente sozinho e farei amor com centenas de mulheres extremamente quentes que me deixam fazer o que eu quiser.
Garota: Essas mulheres são apenas fantasia, elas não são reais.
Garoto: Eu sei, essa é a melhor parte.
Garota: Eu penso que preciso de uma bebida.
Garoto: Uma bebida é sempre uma boa ideia.
Garota: Apenas não conte aos teus amigos sobre essa tua nova teoria. Eu já tenho problemas demais para arrumar encontros.
Garoto: Eu nada posso prometer. Provavelmente é apenas uma questão de tempo até que essa nova e importante teoria se espalhe pela rede mundial de computadores.
Garota: Eu não penso que isso jamais irá ocorrer.
Garoto: Veremos. Talvez seja bom para ti.
Garota: Como assim?
Garoto: Não é verdade que todas as mulheres secretamente desejam ser lésbicas e querem ficar com suas amigas?
Garota: Isso é bobo. Tu pensas que todos os homens secretamente querem ser veados e desejam ficar com seus amigos?
Garoto: Eles não deram o nome de futebol fantasia ao jogo à toa.
Garota: Tu és um homem muito doente.
Garoto: Obrigado, mas eu penso que tu apenas estás com medo do novo poder que eu descobri.
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2018.04.24 03:15 AntonioMachado [2007] Ulrich Beck - Sociedade de Risco Mundial - Em Busca da Segurança Perdida

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2017.06.10 15:44 feedreddit O pior da agenda tóxica de Donald Trump só será desencadeado com uma grande crise nos EUA

O pior da agenda tóxica de Donald Trump só será desencadeado com uma grande crise nos EUA
by Naomi Klein via The Intercept
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Durante a campanha presidencial, algumas pessoas achavam que os pontos mais abertamente racistas da plataforma de Donald Trump eram apenas uma estratégia para causar irritação, não um plano de ação concreto. Porém, na primeira semana de seu mandato, quando ele vetou a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, a ilusão logo foi desfeita. Felizmente, a reação foi imediata: marchas e protestos em aeroportos, greves de taxistas, manifestações de advogados e políticos locais. Por fim, o veto foi considerado ilegal pela Justiça americana.
Esse episódio mostrou a força da resistência e a coragem da Justiça; havia muito o que comemorar. Alguns chegaram a dizer que essa primeira derrota havia disciplinado Trump, que a partir de então seguiria uma rota mais convencional e racional.
Outra perigosa ilusão.
É verdade que muitos dos itens mais radicais da agenda do governo ainda não foram realizados. Mas não se enganem; ele não abandonou seus projetos. Eles estão bem guardados, à espreita, e uma grande crise pode trazê-los à tona.
Grandes choques costumam ser aproveitados para nos empurrar goela abaixo medidas impopulares e antidemocráticas a favor dos grandes empresários que jamais seriam aprovadas em tempos de estabilidade. É a “Doutrina do Choque”, nome que utilizei para descrever esse fenômeno. Ela foi utilizada repetidamente nas últimas décadas, seja por ditadores como Augusto Pinochet ou por presidentes americanos, como no caso do furacão Katrina.
Vimos a Doutrina do Choque em ação recentemente, antes da eleição de Trump, em cidades americanas como Detroit e Flint, onde a falência financeira do município foi usada como pretexto para dissolver a democracia local e nomear “gestores emergenciais”, que declararam guerra aos serviços e educação públicos. O mesmo está acontecendo em Porto Rico, onde a crise da dívida foi a desculpa utilizada para a criação do Conselho de Gestão e Supervisão Financeira, uma entidade que, sem precisar prestar contas a ninguém, tem o poder de implementar medidas de austeridade como cortes previdenciários e fechamento de escolas. A mesma tática está sendo usada no Brasil, onde, após o bastante questionável impeachment da presidente Dilma Rousseff, instalou-se um regime ilegítimo e ferventemente pró-empresariado. Entre as medidas adotadas estão o congelamento dos gastos públicos por 20 anos e o leilão de aeroportos, usinas de energia e outros ativos públicos, em um verdadeiro frenesi privatizante.
Como escreveu Milton Friedman, muitos anos atrás, “apenas uma crise – real ou presumida – produz mudanças. Quando uma crise ocorre, as medidas adotadas dependem das ideias presentes na paisagem política. Esta é a nossa função primordial: desenvolver alternativas às políticas existentes, mantendo-as ao alcance da mão até que o politicamente impossível se torne politicamente inevitável”. Certos alarmistas estocam comida enlatada e água para o caso de um grande desastre natural; outros estocam ideias espetacularmente antidemocráticas.
Agora, como muitos já perceberam, a história está se repetindo com Donald Trump. Durante a campanha, ele não disse a seus admiradores que iria cortar verbas de programas de fornecimento de alimentos a pessoas necessitadas. Ele também nunca admitiu que iria tentar tirar o plano de saúde de milhões de americanos ou adotar cada uma das medidas sugeridas pelo grupo Goldman Sachs. Não, ele disse o contrário de tudo isso.
Desde que assumiu a presidência, Donald Trump não fez o menor esforço para dissipar a atmosfera de caos e crise. Algumas turbulências, como o dossiê russo, surgiram contra a sua vontade ou por pura incompetência, mas muitas delas parecem ter sido deliberadamente fabricadas. Em todo caso, enquanto estamos distraídos pelo espetáculo Trump, ávidos por notícias sobre suas supostas crises conjugais ou globos luminosos, seu projeto de concentração de renda segue em frente, metódico e silencioso.
A velocidade das mudanças também contribui para isso. Com o tsunami de decretos presidenciais assinados nos 100 primeiros dias do governo de Trump, logo ficou claro que seus assessores estavam seguindo o conselho dado por Maquiavel em O Príncipe: “As injúrias devem ser feitas todas de uma vez, de forma que, sendo menos saboreadas, causem menos ofensa”. A lógica é simples: é mais fácil resistir a mudanças graduais e contínuas; se as transformações acontecem de uma só vez, a população não consegue se organizar para lidar com todas ao mesmo tempo, acabando por engolir o sapo.
Mas tudo isso não passa de uma versão light da Doutrina do Choque; é o máximo que Trump pode fazer com as pequenas crises que ele mesmo cria. Embora seja necessário denunciar e resistir ao que está sendo feito agora, também deveríamos nos preocupar com o que Trump fará quando puder se aproveitar de uma verdadeira crise. Talvez seja um _crash_econômico, como a crise das hipotecas _subprime_de 2008; ou uma catástrofe natural, como a Supertempestade Sandy; ou então um terrível ataque terrorista, como o atentado a bomba de Manchester. Qualquer uma dessas crises poderia alterar radicalmente a conjuntura política, transformando subitamente o que hoje parece improvável em algo inevitável.
Vamos analisar alguns cenários de choques possíveis, e como eles poderiam ser utilizados para tornar realidade a nociva agenda de Donald Trump.
Policiais se juntam ao público em St Ann’s Square, em Manchester, para observar as flores e mensagens em homenagem às vítimas do atentado de 22 de maio na Manchester Arena. (31 de maio de 2017)
Foto: Oli Scarff/AFP/Getty Images

Choque terrorista

Os recentes atentados em Londres, Manchester e Paris nos dão um indício de como o governo Trump tentaria explorar um grande ataque terrorista contra os EUA em seu próprio território ou no exterior. Depois do terrível atentado a bomba de Manchester, no mês passado, o governo conservador inglês lançou uma campanha feroz contra o Partido Trabalhista e Jeremy Corbyn, por este ter sugerido que o fracasso da “Guerra ao Terror” estaria alimentando o terrorismo. As declarações de Corbyn foram qualificadas de “monstruosas” – uma atitude muito parecida com a retórica “ou vocês estão conosco, ou com os terroristas” usada por George W. Bush após o ataque de 11 de Setembro de 2001. Para Donald Trump, o atentado foi consequência das “milhares e milhares de pessoas que estão entrando em vários países”, embora o terrorista – Salman Abedi – tenha nascido no Reino Unido.
Da mesma forma, logo após o atentado de Westminster, em março 2017, quando um motorista jogou um carro contra uma multidão de pedestres, matando quatro e deixando dezenas de feridos, o governo conservador logo declarou que a privacidade das comunicações digitais era uma ameaça à segurança nacional. A ministra do Interior, Amber Rudd, disse em um programa da BBC que a criptografia de programas como o Whatsapp era “totalmente inaceitável”. Ela afirmou estar negociando a “colaboração” das grandes empresas de tecnologia, para que elas forneçam ao governo um acesso especial a essas plataformas. Depois do atentado da London Bridge, ela voltou a atacar a privacidade na internet de forma ainda mais veemente.
De maneira ainda mais preocupante, depois dos atentados de Paris, em 2015 – que deixaram 130 mortos –, o governo de François Hollande declarou o estado de emergência na França, proibindo manifestações políticas. Estive na França uma semana depois daqueles horríveis acontecimentos e não pude deixar de estranhar o fato de que, embora os ataques tenham sido perpetrados contra os símbolos da vida parisiense cotidiana – um show, um estádio de futebol, restaurantes etc. –, apenas a atividade política nas ruas havia sido proibida. Grandes shows, mercados natalinos e eventos esportivos – alvos perfeitos para futuros atentados – continuaram funcionando normalmente. Nos meses seguintes, o estado de emergência foi repetidamente prolongado. Ele ainda está em vigor e deve durar pelo menos até julho de 2017. Na França, o estado de exceção virou a regra.
Isso foi feito por um governo de centro-esquerda em um país com uma longa tradição de greves e manifestações. Só uma pessoa ingênua acreditaria que Donald Trump e Mike Pence não aproveitariam um ataque terrorista nos EUA para ir ainda mais longe. A reação seria imediata, declarando manifestantes e grevistas que bloqueassem rodovias e aeroportos – os mesmos que reagiram ao veto à entrada de muçulmanos – uma ameaça à “segurança nacional”. Os líderes dos protestos seriam alvo de rigorosa vigilância e jogados na prisão.
Temos que nos preparar para o uso de crises de segurança como pretexto para intensificar a criminalização de grupos e comunidades que já estão na mira do governo: imigrantes latinos, muçulmanos, líderes do movimento Black Lives Matter, ativistas ambientais e jornalistas investigativos. Essa é uma possibilidade concreta. Em nome da luta contra o terrorismo, o secretário de Justiça, Jeff Sessions, poderia finalmente acabar com a supervisão federal das policias estaduais e municipais, favorecendo a impunidade nos casos de abuso policial contra negros e outras minorias.
E não há nenhuma dúvida de que o presidente se aproveitaria de um atentado terrorista para atacar o Judiciário. Ele deixou isso bem claro ao escrever em sua conta no Twitter, após a suspensão judicial do veto migratório: “Como um juiz pode colocar nosso país em risco? Se algo acontecer, a culpa será dele e do sistema judicial”. Na noite do atentado da London Bridge, no dia 3 de junho, ele foi ainda mais longe: “O Judiciário tem que nos devolver os nossos direitos. Precisamos do veto de entrada como uma segurança extra!” No contexto de histeria coletiva e revolta que se instalaria depois de um ataque terrorista em solo americano, talvez os juízes não tenham a mesma coragem para barrar uma nova proibição à entrada de muçulmanos nos EUA.
Nesta foto tirada em 7 de abril de 2017 pela marinha americana, no Mar Mediterrâneo, o contratorpedeiro USS Porter (DDG 78) lança um míssil Tomahawk contra uma base aérea síria. O bombardeio foi uma retaliação a um terrível ataque com armas químicas realizado naquela mesma semana.
Foto: Mass Communication Specialist 3rd Class Ford Williams/U.S. Navy via AP

Choque bélico

A reação mais exagerada e letal de um governo a um ataque terrorista é se aproveitar do clima de medo para declarar guerra a outro(s) país(es). Não importa se o alvo não tem nenhuma relação com o atentado terrorista em questão; o Iraque não tinha nada a ver com o 11 de Setembro, mas foi invadido mesmo assim.
Os alvos mais prováveis de Trump estão no Oriente Médio, incluindo países como Síria, Iêmen, Iraque e, principalmente, Irã. Outro inimigo em potencial é a Coreia do Norte, sobre a qual o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que “estamos abertos a todas as opções”, se recusando a descartar a possibilidade de um ataque preventivo.
Os colaboradores mais íntimos de Trump – principalmente aqueles oriundos do setor de defesa – têm diversas razões para apoiar mais ações militares. O lançamento de mísseis contra a Síria em abril de 2017 – realizado sem a aprovação do Congresso e, portanto, ilegal, segundo alguns especialistas – rendeu-lhe a cobertura midiática mais positiva de seu mandato até então. Os assessores mais próximos do presidente aproveitaram para declarar que o ataque era uma prova de que não havia nada de indecoroso nas relações entre a Casa Branca e a Rússia.
Mas há uma outra razão, menos evidente, para usar uma crise de segurança como desculpa para entrar em guerra: essa é a maneira mais rápida e eficaz de forçar um aumento no preço do petróleo, principalmente se o conflito prejudicar o fornecimento global da commodity. Isso traria grandes vantagens para gigantes como a Exxon Mobil, cujos lucros diminuíram drasticamente com a queda do preço desse produto. Feliz coincidência para a Exxon: Rex Tillerson, antigo diretor-executivo da empresa, é o atual secretário de Estado dos EUA. Tillerson trabalhou na Exxon durante praticamente toda a sua carreira – 41 anos; ao se aposentar, ele fechou um acordo com a empresa para receber espantosos US$ 180 milhões.
Além de empresas como a Exxon, talvez o único beneficiado com um aumento do preço do petróleo advindo da instabilidade global seria a Rússia de Vladimir Putin, um país que depende da venda dessa matéria-prima e que tem atravessado uma crise econômica desde a queda dos preços no mercado internacional. A Rússia é o maior exportador mundial de gás natural e o segundo maior de petróleo – depois da Arábia Saudita. Uma alta de preços seria uma boa notícia para Putin; antes de 2014, metade das receitas do Estado russo era proveniente do setor de óleo e gás.
Porém, quando os preços desabaram, a Rússia perdeu centenas de bilhões de dólares, uma catástrofe econômica com sérias consequências para o povo russo. Segundo o Banco Mundial, em 2015, os salários reais caíram quase 10% no país; o rublo perdeu quase 40% de seu valor e o número de pobres subiu de 3 para 19 milhões. Putin tenta manter sua imagem de homem forte, mas a crise econômica o deixa vulnerável.
Também já se falou muito sobre o vultoso acordo entre a Exxon Mobil e petroleira estatal russa Rosneft para a extração de petróleo no Ártico. Putin chegou a se gabar do montante envolvido – meio trilhão de dólares. É verdade que a negociação saiu dos trilhos com as sanções americanas à Rússia; porém, apesar da postura conflitante dos dois países em relação à Síria, é possível que Trump decida suspender as sanções e abrir caminho para a concretização do negócio, o que ajudaria a Exxon a superar seu momento difícil.
No entanto, mesmo se as sanções forem retiradas, ainda haveria outra pedra no caminho do projeto: o baixo preço do petróleo. Tillerson fechou o acordo com a Rosneft em 2011, quando o preço do barril chegou a altíssimos US$ 110. Em um primeiro momento, o consórcio faria a prospecção de petróleo nas águas ao norte da Sibéria, onde a extração seria difícil e cara. Para ser viável economicamente, o petróleo do Ártico teria que vendido a cerca de US$ 100 o barril – ou até mais caro. Portanto, mesmo se as sanções forem suspensas pelo governo Trump, o projeto da Exxon e da Rosneft só valerá a pena se o preço do petróleo estiver suficientemente alto. Consequentemente, qualquer instabilidade que empurre a cotação do petróleo para cima seria do interesse de muita gente.
Se o barril de petróleo ultrapassar a marca dos US$ 80, a corrida desenfreada para encontrar, extrair e queimar combustíveis fósseis vai recomeçar, mesmo se for preciso perfurar nossas calotas polares em derretimento ou extrair petróleo altamente poluente das areias betuminosas. Se isso acontecer, podemos acabar perdendo a nossa última chance de evitar uma catástrofe climática.
Portanto, evitar um conflito internacional e deter as mudanças climáticas são duas batalhas de uma mesma guerra..
Uma tela mostra dados financeiros no dia 22 de janeiro de 2008.
Foto: Cate Gillon/Getty Images

Choque econômico

Uma das marcas do projeto econômico de Trump tem sido o frenesi de desregulamentação financeira, o que aumenta em grande medida o risco de novos choques e desastres econômicos. O presidente americano anunciou que pretende revogar a Lei Dodd-Frank, peça fundamental da reforma financeira implementada pelo governo Obama após o colapso bancário de 2008. Embora não seja rigorosa o suficiente, a lei impede que a especulação desenfreada de Wall Street crie novas bolhas, que, quando explodem, causam novos choques econômicos.
Trump e sua equipe sabem disso, mas os lucros obtidos com as bolhas são sedutores demais para que eles se importem. Além do mais, os bancos nunca foram realmente à falência, e continuam sendo “grandes demais para quebrar”. Trump sabe que, no caso de outra grande crise, teremos outro resgate das instituições financeiras, exatamente como em 2008. O presidente chegou mesmo a decretar a revisão de um mecanismo da Lei Dodd-Frank criado para evitar que o contribuinte pague a conta de um novo resgate aos bancos. Visto a quantidade de ex-executivos do Goldman Sachs no governo Trump, isso é um péssimo sinal.
Alguns membros do governo também veem a crise econômica como uma oportunidade para atacar certos programas sociais. Durante a campanha, Trump seduziu o eleitorado com a promessa de não mexer na Seguridade Social nem no Medicare, o plano de saúde público dos EUA. Mas isso pode ser impraticável devido à grande redução de impostos que vem por aí, embora o governo aplique uma matemática fictícia para argumentar que o crescimento econômico gerado compensaria as perdas. O orçamento que foi proposto já é um primeiro ataque à Seguridade Social, e uma crise econômica poderia dar a Trump um conveniente pretexto para descumprir suas promessas. Em uma conjuntura pintada como apocalipse econômico, Betsy DeVos poderia até realizar seu sonho de substituir as escolas públicas por um sistema de escolas charter e vouchers.
A camarilha de Trump tem uma longa lista de políticas que jamais seriam aprovadas em tempos de normalidade. No início do mandato, por exemplo, Mike Pence se reuniu com o governador do Wisconsin, Scott Walker, que lhe contou como havia conseguido retirar o direito à negociação coletiva dos sindicatos do setor público no estado, em 2011. E qual foi o argumento utilizado para a aprovação da medida? A crise fiscal do governo estadual, o que levou o colunista Paul Krugman, do New York Times, a declarar que “a Doutrina do Choque está sendo aplicada de forma escancarada” no Wisconsin.
Juntando as peças do quebra-cabeça, o cenário fica claro: a barbárie econômica do governo provavelmente não será realizada no primeiro ano de mandato. Ela vai se revelar mais tarde, quando, inevitavelmente, as crises orçamentária e financeira chegarem. Só então, em nome da salvação fiscal do governo – e quem sabe da economia inteira –, a Casa Branca começará a realizar os desejos mais polêmicos das grandes corporações.
Gado pastando perto de um incêndio florestal nas cercanias de Protection, Kansas. (7 de março de 2017)
Foto: Bo RadeWichita Eagle/TNS/Getty Images

Choque ambiental

Da mesma forma que as políticas de segurança nacional e econômica do governo certamente causarão e aprofundarão crises, o foco de Trump em aumentar a produção de combustíveis fósseis, desmontar a legislação ambiental dos EUA e sabotar o Acordo de Paris abre caminho para novos acidentes industriais e futuras catástrofes climáticas. O dióxido de carbono lançado na atmosfera leva cerca de 10 anos para ter um efeito sobre o aquecimento global; portanto, as piores consequências das políticas de Trump só devem ser sentidas quando ele não estiver mais no poder.
Mesmo assim, o aquecimento global já está em um nível tão alarmante que nenhum presidente pode chegar ao fim do mandato sem enfrentar grandes desastres naturais. Donald Trump mal havia completado dois meses na função quando teve que lidar com grandes incêndios florestais no centro-oeste dos EUA. A mortandade de gado foi tão grande que um pecuarista descreveu a situação como “o nosso Furacão Katrina”.
Trump não demonstrou preocupação com os incêndios; não escreveu um tuíte sequer. Porém, quando uma supertempestade atingir o litoral do país, teremos uma reação muito diferente desse presidente que conhece o valor dos imóveis à beira-mar, despreza os pobres e investe apenas em construções para os mais abastados. A grande preocupação é com a repetição do ataque às escolas públicas e à habitação social e do vale-tudo imobiliário que se seguiram ao desastre – o que não é nada improvável, visto o papel central do vice-presidente Mike Pence na elaboração das políticas pós-Katrina.
Mas os grandes beneficiados da era Trump nessa área serão, sem dúvida, as empresas de resgate particular, direcionadas à clientela mais rica. Quando eu estava escrevendo “A Doutrina do Choque”, o setor ainda estava engatinhando, e muitas empresas não sobreviveram. Uma delas era a Help Jet, sediada na cidade queridinha de Trump, West Palm Beach. Enquanto esteve em atividade, a Help Jet ofereceu serviços de resgate VIP para quem pagasse uma taxa de associação.
Quando um furacão se aproximava, a Help Jet mandava limusines para buscar seus clientes, fazia reservas em hotéis cinco-estrelas e spas em algum lugar seguro e despachava-os em jatos particulares. “Sem fila nem multidão; apenas uma experiência de primeira classe que transforma um problema em um feriado”, dizia um dos anúncios da empresa. “Aproveite a sensação de evitar o pesadelo dos planos de evacuação em caso de furacão”, sugeria outra propaganda. Em retrospectiva, parece que a Help Jet, longe de ter superestimado o potencial desse nicho, estava apenas à frente de seu tempo. Atualmente, no Vale do Silício e em Wall Street, os mais abastados e temerosos se preparam para o caos climático e social comprando vagas em abrigos subterrâneos personalizados no Kansas – protegidos por mercenários fortemente armados – e construindo refúgios nas alturas da Nova Zelândia. E, lá, só se chega de jatinho particular, é claro.
O que é realmente preocupante nesse fenômeno da “sobrevivência de luxo” – além da esquisitice da coisa toda – é que, enquanto os ricos criam seus suntuosos refúgios particulares, há cada vez menos investimentos em infraestruturas de prevenção e resposta a desastres que possam ajudar a todos independentemente da renda. E foi exatamente isso que causou tanto sofrimento desnecessário em Nova Orleans depois da passagem do Katrina.
Os EUA estão caminhando cada vez mais rápido em direção a um sistema privado de resposta a desastres. Em estados como Califórnia e Colorado, mais suscetíveis a incêndios, empresas seguradoras oferecem um serviço especial: em caso de incêndio florestal, uma equipe de bombeiros particulares é despachada para aplicar um tratamento antichamas nas mansões dos clientes, deixando as outras à mercê do fogo.
A Califórnia nos oferece uma amostra do que ainda vem por aí. O estado emprega no combate a incêndios mais de 4.500 presidiários, que recebem 1 dólar por hora para arriscar a vida na linha de frente e cerca de 2 dólares por dia no acampamento. Segundo estimativas, a Califórnia economiza bilhões de dólares por ano graças a esse programa – um produto emblemático da mistura entre austeridade, encarceramento em massa e mudança climática..
Migrantes e refugiados se aglomeram perto do local de travessia na fronteira nas proximidades do povoado grego de Idomeni, no dia 5 de março de 2016, onde milhares de pessoas esperam para entrar na Macedônia.
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP/Getty Images

Um mundo de zonas verdes e zonas vermelhas

Com o desenvolvimento de soluções privadas para catástrofes naturais, os setores mais abastados da sociedade têm menos motivos para pressionar o governo por mudanças na política ambiental e evitar um futuro ainda mais catastrófico para a vida na Terra. Isso pode explicar por que Trump está tão determinado a acelerar a crise climática.
Por enquanto, a discussão sobre os recuos da política ambiental de Trump gira em torno de um suposto racha no governo entre os céticos – aqueles que negam as mudanças climáticas, como o próprio Trump e o chefe da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt – e aqueles que reconhecem o fator humano do aquecimento global, como Rex Tillerson e Ivanka Trump. Mas isso é irrelevante. O que todos os assessores de Trump têm em comum é a crença de que eles, seus filhos e seus pares estarão em segurança; que sua riqueza e contatos irão protegê-los do pior. Eles perderão alguns imóveis com vista para o mar, é verdade, mas isso não é nada que não possa ser substituído por uma bela mansão nas montanhas.
Essa despreocupação é uma tendência extremamente inquietante. Em uma era de desigualdade crescente, uma boa parte das nossas elites está se isolando física e psicologicamente do destino coletivo da humanidade. Esse isolacionismo, ainda que apenas mental, permite que os ricos não só ignorem a necessidade de proteger o meio ambiente, mas também se aproveitem dos desastres e do clima de instabilidade para lucrar ainda mais. Estamos indo em direção a um mundo dividido entre “zonas verdes” fortificadas para os ricos e “zonas vermelhas” para o resto. E “zonas negras” – prisões secretas – para quem não estiver satisfeito. Europa, Austrália e América do Norte estão fortificando (e privatizando) cada vez mais as fronteiras para se isolar daqueles que fogem de seus países para sobreviver. Muitas vezes, os próprios países que agora estão se fechando são em grande parte responsáveis pelas ondas de imigração, seja por meio de acordos comerciais predatórios, guerras ou desastres ambientais intensificados pelas mudanças climáticas.
De fato, se mapearmos as áreas que mais sofrem com conflitos armados atualmente – dos sangrentos campos de batalha no Afeganistão e Paquistão à Líbia, Iêmen, Somália e Iraque –, um fato nos salta aos olhos: esses são alguns dos lugares mais quentes e secos do planeta; são regiões à beira da fome e da seca, dois catalisadores de conflitos, que, por sua vez, ajudam a produzir migrantes.
E a mesma tendência a diminuir a humanidade do “outro” – tornando-nos insensíveis às vítimas civis de bombardeios em países como Iêmen e Somália – agora está sendo aplicada aos refugiados, cuja busca por segurança é vista como a invasão de um exército ameaçador. É nesse contexto que, de 2014 para cá, 13 mil pessoas que tentavam chegar à Europa morreram afogadas no Mediterrâneo, muitas delas crianças e bebês; é nesse contexto que a Austrália está tentando normalizar o encarceramento de refugiados em centros de detenção nas ilhas de Nauru e Manus, em condições classificadas por diversas organizações humanitárias como análogas à tortura. É nesse mesmo contexto que o gigantesco acampamento de refugiados de Calais, recém-desmantelado, foi apelidado de “selva” – da mesma forma que as vítimas abandonadas do Katrina foram chamadas pela mídia de direita de “animais”.
O dramático crescimento nas últimas décadas do nacionalismo de direita, do racismo, da islamofobia e do supremacismo branco em geral está intimamente ligado às novas tendências geopolíticas e ecológicas. A única maneira de justificar essas formas bárbaras de exclusão é apostando em teorias de hierarquização racial, que determinam quem merece ou não ser excluído das “zonas verdes”. É isso que está em jogo quando Trump chama os mexicanos de estupradores e “_hombres_maus”; quando os refugiados sírios são tachados de terroristas em potencial; quando a política conservadora canadense Kellie Leitch defende um teste de “valores canadenses” para imigrantes; ou quando sucessivos primeiros-ministros australianos classificam os sinistros campos de detenção como uma alternativa “humanitária” à morte no mar.
Esse é o resultado típico da instabilidade global em nações que nunca repararam os crimes do seu passado; em países que insistem em ver a escravidão e o roubo das terras indígenas como meros solavancos em uma história gloriosa. Afinal de contas, a separação entre zonas verdes e vermelhas já existia na sociedade escravocrata: os bailes na casa dos senhores aconteciam a poucos metros da tortura nos campos. E tudo isso nas terras violentamente arrancadas dos índios – terra sobre a qual a riqueza norte-americana foi construída. Agora, as mesmas teorias de hierarquia racial que justificaram tanta violência em nome do progresso estão ressurgindo à medida que a riqueza e o conforto que elas proporcionaram começa a se desgastar.
Trump é apenas uma manifestação precoce desse desgaste. Mas ele não é o único. E não será o último.
Moradores da favela da Mangueira assistem de longe aos fogos de artifício da cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. (5 de agosto de 2016)
Foto: Mario Tama/Getty Images

Uma crise de imaginação

Cidades fortificadas exclusivas para os ricos, isolados do resto do mundo em luta pela sobrevivência. É sintomático que esse seja um tema recorrente de diversos filmes de ficção científica atualmente, como Jogos Vorazes, em que o decadente Capitólio enfrenta as colônias desesperadas; e Elysium, em que uma elite vive em uma estação espacial acima de uma enorme e violenta favela. Esta é uma visão entranhada na mitologia das grandes religiões ocidentais, com suas épicas narrativas sobre dilúvios purificadores e um pequeno grupo de eleitos; histórias de infiéis ardendo em chamas enquanto os justos se refugiam em uma cidade fortificada nos céus. A dicotomia entre vencedores e condenados está tão presente no nosso imaginário coletivo que é um verdadeiro desafio pensar em outros finais para a narrativa da humanidade; um final em que a raça humana se una em um momento de crise em vez de se separar; um final em as fronteiras sejam derrubadas em vez de multiplicadas.
Afinal de contas, o objetivo de toda essa tradição narrativa nunca foi simplesmente descrever o que inevitavelmente acontecerá com a humanidade. Não, essas histórias são um aviso, uma tentativa de abrir os nossos olhos para que possamos evitar o pior.
“Nós temos a capacidade de dar ao mundo um novo começo”, disse Thomas Paine muitos anos atrás, resumindo em poucas palavras o desejo de fugir de um passado que está no cerne tanto do colonialismo quanto do “sonho americano”. Porém, a verdade é que nós _não temos_esse poder divino de reinvenção; nunca o tivemos. Temos que conviver com nossos erros e problemas, bem como respeitar os limites do nosso planeta.
Mas o que nós temos é a capacidade de mudar, de reparar velhas injustiças e a nossa relação com o próximo e com o planeta em que vivemos. Essa é a base da resistência à Doutrina do Choque.
Adaptado do novo livro da Naomi Klein, _No Is Not Enough: Resisting Trump’s Shock Politics and Winning the World We Need. _O livro será publicado em novembro de 2017 pela Bertrand Brasil. Foto do topo: Bombeiros do Kansas e de Oklahoma lutam contra um incêndio perto de Protection, no Kansas. (6 de março de 2017)
Tradução: Bernardo Tonasse
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2017.02.15 22:01 Scalira Right Where It Belongs

THROW ME IN THE LANDFILL
Havia sete anos que Mick Rory não ateava fogo a nada.
Havia jurado pelo sangue de sua mãe não começar um incêndio outra vez, não importando a beleza das chamas deflagradas a beijar e retorcer a madeira. Ou o quão bonito era vê-las crescer, uma força em si mesmas, um inferno calcinante que não deixava nada em seu caminho; vibrantes como a vida e impiedosas como a morte. Havia jurado por Leonard, o garoto que conhecera trinta anos antes no reformatório e que precisara salvar de ser esfaqueado até a morte, e com quem crescera contando estórias no meio-fio de uma estrada, bicicletas jogadas a um lado, ignorando que Lenny trazia um olho roxo e que rir, para ele, doía. Leonard, dos planos infalíveis e do sorriso gatuno que lhe fazia acreditar que tudo daria certo, no fim. Dos olhos frios, das emoções reclusas, o garoto Snart que não deixava ninguém chegar perto demais para ver o que havia por trás de suas barreiras de gelo, por trás de suas defesas tão bem construídas.
Jurou pelo mesmo Leonard que chorou à sua hospitalização.
Mick não tinha como saber com certeza.
Havia começado como sempre começa: uma chama inocente queimando em algum lugar; uma faísca. E Rory a alimentara para vê-la crescer e consumir e devorar: uma deusa dourada, implacável e cruel, verdadeira e justa. Ela o chamava, o convidava a descobrir os segredos do universo, aqueles segredos sussurrados apenas na sabedoria do fogo e, oh!, ele os queria descobrir. Os sons calavam quando o fogo falava e tudo ao redor – a casa rangendo, as vigas retorcidas, o teto desabando – nada disso importava, nada disso valia se o fogo apenas dissesse que o queria, chamasse seu nome...
Estava engolido nas chamas quando Leonard voltou por ele.
Estavam no meio de algo importante, não estavam? Mick já não conseguia se lembrar o que era. Tantos anos de vida no crime tornavam difícil distinguir os roubos pequenos dos grandes, os assaltos a mão armada dos intrincados planos milionários e com o fogo tão perto, tão quente e tão gentil, Rory não conseguia sequer lembrar-se de onde estavam. Alguém gritou que não deviam ter chamado o incendiário; uma voz tão fraca que implicava distância e pés fugidios que se afastavam do prédio, mas não os de Leonard. Os de Leonard faziam o caminho inverso, para longe da segurança e da noite clara e fumarenta e para dentro do inferno e do fogo, querentes de levar Mick com eles.
— Mick! — O ouviu gritar, não pela primeira vez. Mas o som era tão distante, tão fraco e irrisório frente ao estalar das chamas que não se voltou para vê-lo — Mick, nós temos que ir! Mick!
Outra noite Mick teria ouvido. Se as mãos de Leonard – aquelas mãos enluvadas, finas demais para esses trabalhos – o houvessem conseguido alcançar, Mick teria ouvido. Só que as chamas o engoliam em uma miríade, uma torrente, um paraíso de labaredas dançantes e sedutoras que se postavam entre ele e Lenny. Mick não podia ser alcançado. Não podia ser detido. As chamas o consumiriam e – deus, ele não negava – a morte seria bem-vinda.
Em algum momento, a voz de Lenny calou. Em algum momento, a escuridão o tragou. Em algum momento, as chamas cessaram.
Não esperava acordar.
Passou dias em tratamento intensivo. Quando foi finalmente movido a um quarto não recobrou a consciência. Foram semanas entre a realidade e a ilusão, o sonho e o desespero, alucinando na tênue linha da mortal eternidade. Mais de uma vez pensou-se morto; a voz canora de sua mãe o chamava de filho e o convidava a ir para casa. Tantos anos perdido e agora finalmente encontrava o caminho de volta – era questão de seguir e aceitar. Mas noite dessas ouviu um soluço. Um soluço que pedia para ser perdoado, que pedia desculpas, que chorava em seu leito. Na junta do pescoço com o ombro, sentiu suas lágrimas. Elas trilhavam um caminho salgado nuca abaixo e era o único gosto de realidade que este sonho ainda tinha.
— Mick — Naquela voz roubada de Lenny, quebrada de choro — Mick, eu sinto tanto.
E aquela ilusão não convencia porque Lenny jamais pediria desculpas – jamais teria pelo que se desculpar. Tudo o que fizera, todos esses anos, fora salvar Mick do inferno de ser quem era. Trazer à sua vida o mínimo de normalidade. Lenny era uma constante, uma luz em meio a tormenta de se estar perdido sem saber de onde viera ou para onde iria. Leonard o fez sentir-se como parte de algo outra vez e Mick não se sentia assim desde a infância, vivendo em uma cidadezinha campestre a oeste da civilização. Embora as memórias deste tempo não estivessem exatamente lá, uma parte de si se lembrava amado e querido. Lembrava, também, de ter uma família e de ser mais do que empecilho ou ferramenta; lembrava de pertencer e do calor dos abraços, dos afagos e dos beijos, das noites embaladas de estórias e da afeição incontida. Por que Leonard se desculparia por ser sua família?
— Mick, eu sempre... — E as palavras sussurradas só para ele ouvir eram sonho e fantasia, eram delírio e pesadelo, eram tudo o que Mick sempre quisera e mais do que podia aceitar e este Leonard era utopia que selava o que tinham de um jeito que nenhum dos dois jamais se atreveu.
Mick nunca teve como saber com certeza que aquela noite não fora um delírio. Que Leonard Snart, o próprio, viera ao seu leito e chorara por ele por pensar-se culpado de alguma mágoa só sua. Mick jamais soube, mas a lembrança desta noite – sonho ou realidade – fê-lo prometer que nada daquilo se repetiria, mesmo que implicasse se afastar para não ferir; dar as costas ao bando de Leonard sem dizer para onde ia, incapaz de crer-se estável o bastante e controlado o bastante para deter-se diante das chamas. E se tivesse que escolher entre Leonard e o fogo, não estava bem certo do que escolheria. Para viver consigo, debaixo daquela casca de corpo onde deveria ter um homem, Mick deu-lhe as costas e não olhou para trás. Leonard não o procurou.
Sete anos e as coisas continuavam iguais.
Controlar a vontade do fogo não foi fácil.
Esses anos todos foram repletos de remédios e terapia, visitas psiquiátricas e duras observações. Os grupos de apoio – Mick pagou com a língua por rir dos imbecis que a eles se juntavam – foram, talvez, a mais útil das medidas que tomara. Saber-se junto de outros seus iguais ajudava. Aplacava essa voz insistente e ranzinza, gritando que era um doido; um psicótico que, como o fogo, só era capaz de calcinar e destruir, deixando nada além de cinzas por onde quer que passasse.
Foi difícil aceitar que não teria a companhia das chamas outra vez.
Não foram poucas as vezes que se viu em recaída olhando para labaredas que subiam e estalavam e beijavam e mordiam. Embora os fogos jamais tenham saído de controle, a pontada de culpa logo virava maré e mar em ressaca e Mick se via à deriva nessas águas de autocomiseração.
Toda vez que se olhava no espelho – e ele se forçava a se encarar no espelho, a camisa puxada acima dos ombros para ver os estragos – tinha de ver os ombros e as costas lavrados de cicatrizes; marcas fundas na pele que se arrastavam para todos os lados como um polvo cujos tentáculos jamais se esticariam o bastante para naufragar navios no mar branco de suas costas. O horror que o fogo deixara manchara para sempre sua carne e sua vida.
Uma parte sua gritava que essa era sua verdadeira natureza: monstruosa, deformada, tingida pelas chamas que tanto amava e a que se entregaria sem pensar, consumido na abençoada inconsciência que o fogo traria. Mas outra parte – o todo de quem era – tinha de se lembrar que não era por ele. Era por Leonard. Porque aquelas marcas poderiam muito bem não ter acabado em seu corpo, mas em Leonard. O mesmo Leonard que se orgulhava da pele macia, das mãos finas de gentleman, da beleza que traía o fosso onde crescera com seu pai e irmã. Aquelas marcas do fogo poderiam ter-lhe tomado a vida, a forma, o corpo e a carne; incinera-lo a uma massa pútrida e informe a ser deixada para trás para ser reconhecida pelos dentes. E teria que suportar Lisa olhando para ele – para aquilo que restara do irmão – e erguendo os olhos de princesa para encará-lo com raiva, com ódio, com as chamas do fogo gritando vingança.
Todas as vezes que se via no espelho Mick Rory se forçava a ver este cenário, vivo como uma brasa que queimasse em sua mente e por trás de suas retinas. E todas as vezes que baixava a camiseta estava resoluto a seguir em frente mais um dia.
Fugiu para algum lugar da boa e velha América, para uma dessas cidades sem nome que malmente figuram em um mapa. Bom lugar para permanecer de tocaia, para esperar a poeira baixar até que as coisas se acertassem outra vez, para largar-se com as costas no chão e os pés para cima até seu cheiro desaparecer na poeira da estrada. Mas este era seu passado falando; um Mick Rory que não existia mais.
As coisas nunca se acertariam outra vez.
Este lugar era agora sua casa, inda que lar fosse uma palavra que não usaria de novo. Não era amado, tampouco temido. Os anos que ali vivera o tornaram uma constante dessa cidadezinha; um membro que era pouco mais que figuração, parte da paisagem, rotina. Tinha um emprego medíocre numa oficina mecânica e se comprazia em dar ofício às mãos. Quando elas trabalhavam, calejadas e sujas de graxa, a mente se ocupava dos detalhes e das peças, das engrenagens e dos parafusos e se afastava da escuridão que gritava pelas chamas.
Os dias passavam indiscerníveis e iguais. Era uma existência monótona, preto e branca, tão diferente dos tempos efervescentes que passara com os Snarts e seu bando. Volta e meia se pegava pensando naqueles roubos, nas expressões aparvalhadas da polícia, na pilhagem e nos espólios e ria sozinho. Seus colegas o tomavam por louco – e como estavam certos, mas pelas razões erradas! –: o imbecil musculoso que dava para falar sozinho e rir por motivo nenhum. Mick deixava que pensassem o que quisessem. Leonard o havia convencido, tantos anos antes, dos benefícios de ser subestimado e de passar despercebido.
— Ei, grandão! — Porque nesse lugar esquecido por deus ele não tinha um nome. Era “o grandão”, “você aí”, “o cara lá”. Tudo certo. — Tem alguém procurando por você!
E lá nos fundos da oficina estava Leonard Snart, o próprio, bem do jeito que Mick lembrava.
Após sete anos no escuro, Mick Rory viu as chamas outra vez.

Leonard Snart era um homem de palavra.
Ele não acreditava em deixar um dos seus para trás, muito menos em trair a confiança que lhe fosse imposta. Não eram muitas as pessoas que mereciam seu apreço e estas poucas com quem se importava eram aquelas que protegia. Leonard sabia que, em sua linha de trabalho, aqueles que você ama são sempre usados contra você; as únicas coisas que podem te ferir são as dores causadas àqueles por quem você daria a vida. Mas não se importar era a mesma coisa que não estar vivo. Lenny preferia os riscos desta afeição a uma existência vazia que não se perdoaria viver.
Assim, quando Mick Rory deu baixa no hospital – o mesmo hospital para onde Leonard o havia arrastado num desespero de que nem bem se lembrava; o hospital que tivera de pagar do próprio bolso, arrumando um emprego de fachada – e decidiu por conta que não iria voltar com eles, mas sim partir para sabe deus onde, Leonard teve que engolir o orgulho e a honra e todas as bonitas palavras ensaiadas que o fariam ficar. Teve de medir sua paciência e impedir-se de fazer algo de que se arrependeria. Teve de respirar e forçar-se a encontrar a calma; um lugar dentro de si para onde ia para esquecer de quem era. Teve de fechar os olhos e saber que era melhor assim.
Quando Mick partiu Leonard não o procurou.
Havia algo naquelas costas que sumiam na distância que diziam que essa vez não era como as outras. Que Mick não voltaria com um sorriso vagabundo e um ar de cachorro abandonado, nem que Leonard devesse procura-lo e consertar fosse lá o que houvessem quebrado. Len tentava esquecer que talvez fossem as cicatrizes – aquelas fundas e feias cicatrizes que carcomiam a carne e que rajavam os ombros e que despontavam mesmo das mangas longas dos casacos. Tentava esquecer que talvez fosse o fogo, talvez fossem as chamas, talvez fosse um chamado. E tentava esquecer que Mick Rory não voltaria atrás naquela decisão.
Melhor assim, era o mantra repetido para se convencer de que não falhara com Mick. De que não fora sua culpa as coisas terem chegado tão longe. De que não fora preciso que um dos dois quase morresse para verem que não podiam seguir em frente, não assim. Melhor assim. E tinha que se forçar a engolir essa sensação de que estava deixando Mick para morrer, como um gato velho demais e doente demais que se afasta de casa para perecer sozinho.
Os trabalhos foram surpreendentemente bons ao longo dos anos.
Leonard sabia que não ter Mick por perto tinha lá suas vantagens.
Para começar, era muito mais fácil pensar sem tê-lo por perto. Era fácil planejar seus golpes sem se preocupar se Rory conseguiria manter-se sob controle, se conseguiriam entrar e sair sem serem vistos ou se acabariam o dia engolidos em chamas. Era menos estressante; fazia bem não ter que olhar sempre atrás de si e procura-lo, não ter que se preocupar com ninguém além de si próprio durante um assalto. Mas o preço que Leonard havia pago não compensava o lucro dos ganhos. Era Lisa quem apontava as olheiras, frutos de noites mal dormidas. E resmungava por serem dois idiotas, um mais cabeça dura que o outro.
— Ele não quer ser encontrado, Lisie — Falou certa feita. Erguia os olhos das plantas dos prédios que estudava antes de haver cochilado.
— O que não quer dizer que você não deva ir atrás dele.
E aquela foi sua última palavra sobre o assunto.
Len, sendo o sujeito racional que era, teve de analisar todo prospecto possível que a situação exigia. Se – e era um grande “se” – voltasse por Mick, como as coisas seriam entre eles, então? Ele tinha de saber-se mais confiável; saber que impediria o outro caso a situação fosse outra vez tão extrema. Os pesadelos, mesmo passado anos, se repetiam iguais. Eram cacofonias de gritos e fogo e o estalar e ranger da madeira. Lembrava de acreditar que o arrastava morto para fora da casa, desesperado demais para qualquer outra coisa que não agir por impulso. De jogá-lo para dentro do carro e deixar joias e dinheiro para trás, pouco se importando se era o lucro de uma vida e todo o trabalho pelo que haviam sofrido e trabalhado e que as chamas engoliam. Não havia pedido por uma ambulância porque se acreditara sem tempo. Estivesse acordado, Mick reclamaria por Lenny estar dirigindo. Estivesse acordado, Len jamais tocaria o volante. Mas Mick não estava acordado e não iria acordar e Len precisava dirigir – e, droga, dirija! Milagre terem chegado ao hospital inteiros. Milagre, também, Mick ter vivido para contar aquela história. E Leonard o deixou ir porque não suportava a ideia de não poder protege-lo; de ter que vê-lo morrer diante dos seus olhos, ao alcance das mãos, mas ainda assim tão longe.
Levou tempo para aceitar que tinha tanto medo de ferir-se como tinha medo de feri-lo.
Quando se aquietou com a situação teve de tomar coragem para encontra-lo de novo. Sabia que Mick não o culpava, mas isso não tornava as coisas mais simples. Havia essa sensação enredada no estômago que lembrava uma ânsia; um nervosismo mal dissimulado da culpa auto infligida.
— Vá vê-lo, Leonard. — Lisa só o chamava de Leonard quando a coisa era mesmo séria — Ele vai gostar de te ver.
A isso Leonard havia sorrido como quem duvida, mas as sobrancelhas da irmã o repreendiam e o desafiavam a dizer o contrário. Vencido, Leonard Snart fez as malas para o interior, sem saber que o destino tem seu próprio jeito de brincar com a vida das pessoas. Estava de passagem comprada quando a voz de Lewis Snart o assaltou no telefone:
— Ei, rapagão — O tom, o timbre, a voz que lhe embrulhava o estômago — Estava na cidade, então pensei: por que não ligar, não é? Não é isso o que quer dizer família?
Mas Lewis Snart não era sua família desde que Leonard se lembrava.
Seu pai, Lewis, havia sido um policial, mas havia sido há muito tempo. Isso antes de aceitar os subornos e as rondas ilícitas e cair nas graças da máfia e das famiglias. Só que era um criminoso de raia miúda, desleixado e arrogante, crente de ser melhor e mais esperto do que a polícia onde trabalhava. Apenas sua cegueira insolente não via que era o mais medíocre dentre os ladrões; que seus trabalhos e serviços eram desimportantes o bastante para não serem notados, indignos de confiança e desdenhados por qualquer outro que não ele. Não, não ele, ansioso como um cão atrás de um osso, mas nojento e pérfido como um rato. Nenhum dos figurões do crime o levava a sério, mesmo que fosse sempre bom ter um ou dois tiras no bolso.
Quando pego, Lewis deu nomes que ninguém rastreou. Falou de pessoas que nunca existiram. Dedurou colegas e ligações que ninguém se importou em checar. E, quando solto sem patente ou distintivo, procurou as famílias jurando não ter aberto o bico nem dito palavra. Um larápio mais inocente acreditaria. Não foi nem preciso forçar as condições de sua prisão: ele tinha o péssimo hábito de não ser bom em nada e de entrar em seu próprio caminho. O incumbiram do roubo de uma esmeralda tão grande quanto o punho de um homem e Lewis Snart foi pego em flagrante. Resistira à prisão. Ofendera os oficiais. Ficara preso cinco anos até sua soltura e o tempo que lá passara acabaram por transformar em escória o que já era um homem podre.
Virou um bêbado incorrigível. Para esquecer, ele dizia. Esquecer que tinha uma família inútil que o arrastava; três bocas para alimentar que nada faziam além de pedir, reclamar e cobrar. Deus, dia desses se tivesse uma arma ele faria por merecer esses anos na cadeia. E deixava isso claro todas as vezes que batia na esposa. Que porcaria de comida era aquela, afinal? Ele se matava nas ruas para conseguir pôr comida na mesa e, quando o fazia, ela cozinhava o regurgito de um gato? A puta precisava apanhar para saber que o lugar dela era com a barriga colada no forno ou as pernas abertas na cama. E batia nos menores pelos gritos, pelo choro. Até pelas risadas baixas que dessem enquanto ele próprio dormia. Esses diabos tinham que aprender a respeitar o santo sono de um homem. Lenny e a irmã iam dormir aos prantos com o lombo ardendo das varadas e do açoite. Certa vez passara as mãos de Leonard a ferro quanto o molequinho tentou pegar seu troco da venda. Um dólar e setenta, para um sorvete. Tinha que aprender a não foder com ele. E não era tudo uma lição agora? Batia neles para que aprendessem a calar a boca, para aprenderem respeito, para abaixarem a cabeça e aceitar.
Dia daqueles a mulher fugiu sem os filhos. Deixou-os para trás no desespero de ver-se livre do marido. Talvez tenha crido que ele a acusaria de sequestro, de leva-los contra sua vontade. Fosse como fosse, nunca voltou para busca-los nem nunca olhou para trás para lembrar-se de que tinha família.
Leonard cresceu sendo o escudo da irmã. A pequena Lisie, tanto tempo mais nova, fora a única alegria que seus pais o deixaram. Seu sorriso de menina e risinho cristalino eram doces como o orvalho e Leonard se embevecia deles para esquecer a vida miserável que tinha. Quando os tapas e o açoite eram demais durante o dia, Lenny se achegava a ela de noite e lhe contava estórias. De princesas e dragões e de finais felizes. Ela apertava a sua mão e beijava sua bochecha e, escondido no escuro, Leonard chorava quieto para não desperta-la.
Jurou protege-la. Durante todos os anos que cresceram com aquela pobre desculpa de pai, Leonard cumpriu sua promessa. Não deixava que o homem relasse nela suas mãos. Sempre que bebia e parecia que sua ira explodiria em um dos dois, Leonard fazia questão de ser este um. Sempre ao alcance de seus tapas e de seus socos e sempre distante de Lisie. O mais que podia, pedia para que ela ficasse em seu quarto e não tivesse que ver nada que não queria. Sendo boa menina, ela obedecia. Pedia que ficasse quietinha. Pedia que fosse boazinha. E Lisie era boazinha e quieta mesmo quando as vozes erguiam oitavas e coisas voavam pela casa. Não dizia palavra nem mesmo quando seu irmão voltava para o quarto tingido de roxo, vermelho e do evanescente amarelo de abrasões que não tinham tempo de curar antes de serem cobertas por outras novas.
— Diz logo o que quer e desliga.
— Vai com calma aí, rapaz. Não erga a voz para o seu pai.
Os dedos se juntaram na ponte do nariz. Uma dor de cabeça surda surgiu de lugar nenhum.
— Mas já que quer saber, talvez eu precise de ajuda num trabalho importante.
— Não.
— Eu não diria que você está em posição de recusar. Diga olá pra ele, querida.
— Lenny! — A voz de Lisie gritou ao telefone — Lenny, não faça nada do que ele pedir, eu vou ficar bem, Len- hmmph-
— Cale essa boca, acho que ele já entendeu — O sorriso palpável do outro lado da linha — Não é, Lenny? Vai querer ajudar seu velho pai?
Leonard não teve como dizer não. Teve, também, de ver o ônibus chegar e partir enquanto ficava com os pés presos na estação.

[ Bom gente, é isso. Fim do primeiro capítulo, BUT- tem mais. Bem mais. Mas queria saber aí a opinião de vocês, porque é :'3 ]
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